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Jaque e Murilo se casaram há 10 anos, mas ele ainda "enrola" para dar festa

Jaqueline, Murilo e o filho Arthur curtindo férias - Igor de Melo/Beach Park
Jaqueline, Murilo e o filho Arthur curtindo férias Imagem: Igor de Melo/Beach Park

Beatriz Cesarini

Do UOL, em São Paulo

18/08/2019 04h00

De férias das suas respectivas equipes, Jaqueline e Murilo aproveitaram para curtir a primeira viagem "a três" com o filho Arthur, de cinco anos de idade, em parque aquático no Ceará. Poderia até ser uma lua de mel, mas ainda está faltando a festona de casamento, um sonho da jogadora de vôlei.

"Eu tenho o sonho de casar em um lugar especial, não precisa ser na igreja, mas com uma festa muito legal e nossos convidados. Muita gente me cobra, fala sobre. Quem sabe esse ano aqui no Beach Park, hein? Imagina? Me aguarde, Murilo...", brincou Jaque, em entrevista ao UOL Esporte.

Depois de passar o seu recado, a jogadora do Osasco teve a resposta do marido. "Mas já é casada, mulher", disse o líbero aos risos. Jaque e Murilo se conheceram em 1998 e decidiram se casar em 2009, mas a cerimônia foi realizada somente no civil, sem celebração adicional.

Brincadeiras à parte, a família vive um momento muito feliz. Os jogadores conseguiram uma pausa inédita ao mesmo tempo em meio à rotina agitada de treinos. Jaque acabou de ser contratada pelo Osasco, e Murilo atua no Sesi.

Igor de Melo/Beach Park
Imagem: Igor de Melo/Beach Park

"Essa é a nossa primeira viagem nós três, pois nunca bate a agenda de todo mundo ir viajar junto. Já vim algumas outras vezes aqui no parque aquático, mas sempre com uma pessoa para me ajudar - ou uma babá ou minha mãe ou minha família -, pois sempre tenho algo para fazer por aqui. Mas só nós três, com o Murilo, é a primeira vez", contou Jaque.

Mãe de Arthur, a jogadora diz que é a responsável por fazer o papel "mais rígido" com o menino. Por outro lado, Murilo é o papai "manteiga derretida", que se comove facilmente com os pedidos do filho. Apesar disso, o casal afirma que no fim das contas a balança fica sempre equilibrada, e ambos se ajudam na educação do pequeno.

"A parte de mimar fica sempre com o Murilo. O paizão coruja, que o Arthur molha o olho ameaçando chorar e ele já faz tudo. Eu que sempre estou cobrando e correndo. Mas tem momentos que se não for ele (Murilo) sendo duro, o Arthur acaba não respeitando. Mas o Arthur não dá trabalho, é um menino muito bonzinho. Nem lembramos quando isso acontece, pois é difícil. A gente se pergunta, às vezes, se temos criança em casa. Ele é muito tranquilo e ao mesmo tempo muito brincalhão, igual à mãe", disse Jaque.

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E o vôlei?

Mesmo de férias, o vôlei não fica de lado. No papo com o UOL, Jaque e Murilo contaram suas impressões sobre o atual cenário da modalidade no Brasil, falaram sobre as respectivas carreiras e futuro.

Cenário do vôlei brasileiro

"Acho que as duas seleções estão bem encaminhadas, já garantiram vaga nas Olimpíadas de Tóquio, o que dá uma tranquilidade e é importante para dar continuidade ao trabalho que tem sido feito. Existe uma renovação na equipe feminina, mas acredito que as equipes terão bastante tranquilidade. Tanto o Zé Roberto quanto o Renan terão mais duas competições para testar, dar experiência e bagagem para os jogadores. As cobranças são grandes, mas existe um planejamento exatamente para que outros jogadores sejam usados, outros poupados. E ainda tem o calendário dos clubes, né? O torcedor precisava entender um pouco isso", opinou Murilo.

Crescimento do vôlei na Argentina

"Acho que ameaçado não, mas talvez como um sinal de alerta. Falamos das seleções de base antes, e eu acho que a Argentina tem crescido muito na base, e é ela que vai dar sustentação para as equipes adultas. Uma coisa que causa um pouco de inveja na Argentina é eles serem mais organizados no campeonato nacional. Eles já têm uma liga profissional criada e que defende os interesses dos clubes, como investimentos e o foco na base. Acho que tudo isso está se refletindo. Ameaçado até que sim, pois a Argentina ganhou alguns jogos do Brasil, mas é difícil tirar a hegemonia da nossa seleção de uma hora para outra. É de se pensar, de entender o que eles estão fazendo, pois aqui no Brasil precisamos rever algumas coisas, principalmente no investimento na base", comparou Murilo.

Jaque quer voltar à seleção?

"É um ponto de interrogação. Nunca fechei as portas de lugar nenhum que passei, inclusive a seleção. Nunca falei em aposentadoria também, então só Deus sabe o que vai acontecer daqui para frente. Acho que tenho que pensar momento a momento, pensar no agora, em estar bem no Osasco, fazer um grande campeonato, e aí sim pensar em poder voltar para a seleção, estando bem fisicamente, claro", disse a jogadora.

Adeus de Zé Roberto após Olimpíadas de Tóquio

"É um momento dele, né? É difícil qualquer um falar. Chega uma hora que todo mundo coloca na cabeça e decide qual é o melhor momento da sua vida e da sua carreira. Acho que esse é o momento dele, então que ele possa vir a fazer o melhor possível nessas Olimpíadas, pois o Brasil tem uma expectativa muito grande em trazer mais uma medalha. Estaremos sempre torcendo", comentou Jaque.

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