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Olympique de Marsella acolhe mulheres e busca ser modelo contra a violência

25/11/2020 13h59

Madri, 25 nov (EFE).- O Olympique de Marselha, um dos mais tradicionais times do futebol francês utilizou as instalações do centro de treinamento das divisões de base para acolher 50 mulheres que foram vítimas da violência de gênero durante a pandemia da Covid-19.

A informação foi revelada nesta quarta-feira pelo presidente do clube, Jacques-Henri Eyraud, durante o fórum virtual, World Football Summit, que entra na terceira jornada de evento, justamente no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres.

"O tipo de histórias que compartilharam comigo mudou totalmente a maneira como eu via meu papel, foi de partir o coração, e foi aí que decidimos intensificar nossa ação", explicou o dirigente do Olympique de Marselha.

Eyraud se disse convencido que a modalidade pode estar envolvida em ações para mudar o cenário e ser parte da solução.

"O futebol esteve em uma bolha, em que não se questionava muito. Talvez, a Covid-19 nos permitiu questionar a nós mesmos e compreender qual é realmente o papel que podemos desempenhar. Acredito que se transformou na responsabilidade de nossas vidas, e o futebol não pode ser uma exceção", garantiu.

Falando em uma mesa redonda sobre a reinvenção da indústria do futebol, Jacques-Henri Eyraud disse que, embora o futebol seja um esporte universal, "não tem uma boa imagem". O dirigente indicou que mudar a situação deveria ser uma prioridade.

"Em um clube como o Marselha, dezenas de milhares de torcedores esperam que ganhemos, sobretudo no campo, mas vejo nossa responsabilidade fora de campo sendo tão importante como o desejo de ganhar nele. Isso é algo que vamos aplicar agora a tudo o que fazemos", indicou o presidente do Olympique.

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