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Flamengo vence, frusta volta da LDU ao Maracanã e é líder isolado do grupo D

13/03/2019 23h25

Rio de Janeiro, 13 mar (EFE).- No primeiro jogo da LDU de Quito no Maracanã em partidas válidas pela Taça Libertadores desde o título de 2008, o Flamengo frustrou a equipe equatoriana ao vencê-la por 3 a 1 nesta quarta-feira e se isolar na liderança do grupo D do torneio continental.

O tradicional estádio no Rio de Janeiro traz boas lembranças à LDU, que derrotou o Fluminense nos pênaltis, depois de ter perdido justamente por 3 a 1 no tempo normal, e faturou o título da principal competição interclubes da Conmebol, há quase 11 anos. Desde então, o time até voltou ao estádio, mas para compromissos pela Copa Sul-Americana.

Desta vez, porém, a festa foi da torcida rubro-negra. A equipe dirigida por Abel Braga contou com gols Everton Ribeiro, Gabriel Barbosa e Uribe para levar a melhor e chegar a seis pontos, três a mais que a adversária. Borja, atacante com passagem pelo Fla, descontou nos instantes finais em cobrança de pênalti a segunda da partida - Diego Alves pegou chute de Intriago na primeira.

Peñarol e San José, que ainda não pontuaram, fecharão a segunda rodada em duelo em Montevidéu nesta quinta-feira. O atual campeão uruguaio é o próximo adversário do Fla, em jogo marcado para o dia 3 de abril, novamente no Maracanã.

O campeão da América de 1981 teve apenas uma mudança em relação à vitória sobre o San José na estreia, na semana passada. Everton Ribeiro ganhou a vaga de Arrascaeta e foi titular do ataque.

Na LDU, os nomes mais conhecidos entre os titulares foram o volante Orejuela, emprestado pelo Fluminense, e o atacante Aguirre, que no ano passado defendeu o Botafogo. Cristian Borja, que vestiu rubro-negro em 2010, entrou no segundo tempo e fez valer a chamada "lei do ex".

O jogo começou com um susto na torcida local. Aos sete minutos do primeiro tempo, Aguirre foi lançado pelo alto e desviou de cabeça para a chegada de Johan Julio, que emendou de primeira por baixo. Diego Alves rebateu como deu, e a defesa completou o serviço afastando.

Os donos da casa responderam da melhor maneira possível: com gol. Aos oito minutos, Renê desceu pela esquerda e passou para Diego, que tocou rasteiro para o meio da área. Everton Ribeiro arrematou no contrapé do goleiro Gabbarini e fez 1 a 0.

Empolgado com o gol e empurrado pela torcida, o Flamengo quase fez o segundo aos 16, em cobrança de falta ensaiada. Diego rolou, Everton Ribeiro levantou e Bruno Henrique cabeceou buscando o canto direito, mas Gabbarini se esticou todo e espalmou. Pouco depois, aos 19, Pará fez o chuveirinho e Willian Arão cabeceou por cima.

Garçom rubro-negro, Diego foi servido aos 25 por Gabigol, que escorou de leve e ainda contou com furo de Rodríguez. O camisa 10 chutou com estilo, mas mandou por cima.

O próprio Gabriel teve chance ainda mais clara três minutos depois, em ótima enfiada por baixo de Everton Ribeiro. O centroavante ficou cara a cara com Gabbarini, mas bateu em cima do goleiro. No rebote, pressionado, mas com gol aberto, concluiu por cima do travessão.

O jogo era todo do Fla, mas o ditado "quem não faz, leva" esteve perto de entrar em ação. Em falha infantil, aos 42 minutos, Diego acertou um chute em Vega dentro da área, o árbitro marcou pênalti para a LDU. Intriago cobrou no lado esquerdo, à meia altura, e Diego Alves voou no canto para espalmar e manter a equipe carioca à frente.

A equipe equatoriana deu trabalho logo na volta do intervalo, aos nove minutos, em um lance de falta de sorte. Rodrigo Caio afastou no chutão, mas acertou o árbitro argentino Germán Delfino. Vega recolheu e fez a enfiada, mas exagerou na força e desperdiçou o ataque.

Com uma mistura de técnica e raça, o Flamengo deu o troco aos 14. Renê fugiu da falta na ponta esquerda e rolou para Willian Arão, que chutou rasteiro de fora da área, a um passo da meia-lua. O goleiro espalmou e ainda bloqueou Bruno Henrique no rebote. Um minuto depois, Arão enfiou e Léo Duarte armou o arremate, mas Cruz atrapalhou de maneira providencial no carrinho.

O domínio rubro-negro enfim se transformou no segundo gol aos 24. Bruno Henrique foi lançado na área, brigou com Quintero e pediu pênalti. Sem querer saber de qualquer discussão, Gabigol emendou uma bomba, acertou o canto direito e aumentou a vantagem.

Abel mexeu no time para manter o pique, e a iniciativa deu certo. Aos 35 minutos, com apenas 26 segundos em campo e com dois toques na bola, Uribe fez o terceiro. Renê lançou, Arão preparou de cabeça, o centroavante colombiano dominou e bateu para o fundo da rede.

Muito participativo, Willian Arão ainda apareceu uma última vez, aos 42, mas como vilão. Angulo tabelou com Quinteros e cruzou para trás, o volante do Fla jogou contra o patrimônio e deu trabalho a Diego Alves, que cedeu o escanteio.

Nos acréscimos, aos 46, em mais um pênalti bobo, a LDU fez o de honra. Trauco, que entrara apenas para que Renê fosse aplaudido, acertou Freire na área. Borja fez a cobrança, deslocou Diego Alves colocando no cantinho esquerdo, e descontou.

Ficha técnica:.

Flamengo: Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê (Trauco); Cuéllar (Arrascaeta), Willian Arão e Diego; Everton Ribeiro, Bruno Henrique (Uribe) e Gabigol. Técnico: Abel Braga.

LDU de Quito: Gabbarini; Quinteros, Freire, Rodríguez e Cruz; Intriago (Murillo), Orejuela, Ayoví (Angulo), Vega e Johan Julio; Aguirre (Borja). Técnico: Pablo Repetto.

Árbitro: Germán Delfino (Argentina), auxiliado pelos compatriotas Diego Bonfa e Ezequiel Brailovsky.

Cartões amarelos: Cuéllar (Flamengo); Aguirre e Intriago (LDU).

Gols: Everton Ribeiro, Gabigol e Uribe (Flamengo); Borja (LDU).

Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. EFE

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