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Com 1 a menos, City vence Schalke de virada na Alemanha e fica perto da vaga

20/02/2019 19h20

Gelsenkirchen (Alemanha), 20 fev (EFE).- Ápatico e longe de apresentar o futebol que vem dominando a Inglaterra nas duas últimas temporadas, o favorito Manchester City conseguiu provar que tem força mesmo em um dia ruim ao vencer o Schalke 04 de virada nesta quarta-feira, na Alemanha, por 3 a 2, e ficar muito perto da vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões.

No duelo pelas oitavas de final com a maior disparidade entre as equipes ainda vivas na competição, o City abriu o placar aos 18 minutos do primeiro tempo, após erro incrível do goleiro Fährmann, que passou na fogueira para Sané na saída de jogo. O zagueiro foi desarmado por David Silva, que tocou para Agüero, livre, marcar.

O gol parecia indicar que os comandados de Josep Guardiola teriam uma noite tranquila na Alemanha, mas os donos da casa fizeram questão de mostrar ao City que era preciso confirmar o favoritismo do papel dentro de campo e viraram o jogo antes do intervalo.

A virada veio em duas cobranças de pênalti convertidas por Bentaleb. Na primeira, aos 38 minutos, Otamendi desviou chute na área com o braço, lance só observado pelo árbitro do jogo após consulta ao VAR. No jogo, Fernandinho derrubou Sané após falta cobrada na área. Ederson pouco pôde fazer.

Punido com amarelo no lance que deu o empate ao Schalke, Otamendi fez falta estúpida no segundo tempo e acabou expulso de jogo. Foi quando o City resolveu mostrar que é de fato uma nova potência.

Aos 40, Leroy Sané, criado nas categorias de base do Schalke, fez cumprir a "lei do ex" e empatou em bela cobrança de falta. Cinco minutos mais tarde, Ederson deu belo lançamento, Sterling ganhou da zaga no corpo e tocou na saída de Fährmann.

Os dois times voltarão a se enfrentar no dia 12 de março, no Etihad Stadium, na Inglaterra. Com a vitória na Alemanha, o City pode até perder por 1 a 0 ou 2 a 1 para avançar para as quartas de final. Uma repetição do placar da Veltins-Arena leva o duelo para a prorrogação e, caso necessário, para a disputa de pênaltis.

Antes de a bola rolar, Guardiola fez uma mudança inusitada na escalação inicial do City, variando o sistema para ficar com três ou quatro zagueiros dependendo da situação do jogo. Quando o rival avançava, Fernadinho recuava e formava uma linha com Walker, Otamendi e Laporte.

Pelo lado do Schalke, a preocupação também era defesa. O técnico Domenico Tedesco montou uma zaga com três jogadores, que eram auxiliados pelos alas Caligirui e Oczipka quando o rival atacava.

O City tentou fazer valer seu favoristimo desde o início do jogo, tentando se impor enquanto o Schalke esperava a oportunidade certa para contra-atacar. O bloqueio montado por Tedesco, no entanto, atrapalhava a profundidade das jogadas dos visitantes, que, apesar do domínio da posse de bola, não avançavam até a área do adversário.

Sem conseguir ameaçar com a bola rolando, os 'Citizens' aproveitaram uma falta para criar a primeira chance de perigo no jogo. Em cobrança ensaiada, David Silva recebeu pela esquerda e cruzou na medida para Agüero. O atacante ganhou dos zagueiros e tocou de cabeça, obrigando Fährmann a tocar para escanteio.

A missão já difícil do Schalke ficou mais difícil aos 18 minutos, quando o City abriu o placar em um vacilo incrível. Após recuo, Fährmann tocou na fogueira para Sané. Atento no lance, David Silva se antecipou ao zagueiro, roubou a bola já dentro da área do adversário e tocou para Agüero, com o gol vazio, marcar.

O Schalke resolveu se abrir um pouco depois do gol e respondeu aos 24 minutos. Uth recebeu lançamento em contra-ataque, avançou até a entrada da área e bateu colocado. Ederson se esticou para a defesa, mas a bola foi direto para a linha de fundo.

Inovação desta fase da Liga dos Campeões, o VAR entrou em ação aos 32 minutos do primeiro tempo. Caligiuri recebeu pela direita do ataque, cortou para o meio e bateu de canhota. No meio do caminho, a bola tocou, dentro da área, no braço de Otamendi, que tentou recolhê-lo, mas não conseguiu devido à velocidade da finalização.

Depois de seis minutos de consulta aos assistentes de vídeo, o árbitro espanhol Carlos del Cerro Grande decidiu marcar a penalidade máxima. Bentaleb cobrou em um canto, Ederson pulou para o outro, e o Schalke empatou o jogo na Veltins-Arena.

O gol do empate animou de vez o Schalke, que deixou o respeito ao adversário de lado e conseguiu a virada aos 43 minutos.

Após falta cobrada na área, Fernandinho puxou Sané. O árbitro viu a infração de primeira, sem precisar de VAR, colocando Bentaleb outra vez na marca do cal. O volante do Schalke cobrou no outro canto. Ederson até conseguiu tocar na bola, mas não conseguiu evitar o segundo gol do adversário do jogo.

Fernandinho e Otamendi foram punidos com cartão amarelo nos lances e, pendurados, estão fora do jogo de volta no Etihad Stadium.

O City voltou do intervalo assustando o adversário, que retomou a estratégia defensiva do início do jogo. No primeiro lance da etapa final, Fernandinho tocou para De Bruyne, que recebeu de costas para o gol, girou, limpou a marcação e chutou tirando tinta da trave esquerda. A bola ainda desviou na zaga antes de sair.

O jogo foi virando aos poucous quase um treino de luxo de ataque contra defesa. Sem criatividade, o City não criava perigo contra o gol de Fährmann, bem protegido pelo sistema montado por Tedesco.

A situação do City ficou ainda pior aos 22 minutos. Otamendi fez falta por trás de Burgstaller, que havia acabado de entrar em campo, e recebeu segundo cartão amarelo, sendo expulso no jogo. Guardiola, então, foi obrigado a mexer, e David Silva deu lugar a Kompany.

A expulsão não mudou o panorama do jogo. O City seguia atacando o Schalke, mas agora com Bernardo Silva pela faixa central do campo, espaço antes ocupado pelo companheiro espanhol.

No primeiro lance na nova função, aos 28 minutos, o meia foi derrubado perto da área por Sané. De Bruyne tentou enganar o goleiro e bater por baixo da barreira. A bola desviou no meio do caminho e passou com perigo pela direita do gol de Fähmann.

A última aposta de Guardiola no jogo foi Leroy Sané, cria das categorias de base do próprio Schalke, no lugar de Agüero. E a "lei do ex" não perdeu a oportunidade de fazer mais uma vítima. Aos 40 minutos, Sterling foi derrubado perto da meia-lua da área. Sané bateu com perfeição, no ângulo, e deixou tudo igual.

Quando o jogo caminhava para o fim, o City surpreendeu o Schalke e devolveu a virada com Sterling. Aos 45 minutos, Ederson deu lindo lançamento para o meia-atacante, que ganhou no corpo do zagueiro e tocou na saída do goleiro para decretar a vitória.

Ficha Técnica:.

Schalke 04: Fährmann; Caligiuri, Bruma, Sané, Nastasic e Oczipka; Serdar, Bentaleb e McKennie (Skrybski); Uth e Mendyl (Burgstaller). Técnico: Domenico Tedesco.

Manchester City: Ederson; Walker, Fernandinho, Otamendi e Laporte; Gündogan, De Bruyne (Zinchenko) e David Silva (Kompany); Sterling, Bernardo Silva e Agüero (Sané). Técnico: Josep Guardiola.

Árbitro: Carlos del Cerro Grande (Espanha), auxiliado pelos compatriotas Juan Carlos Yuste e Roberto Alonso.

Cartões Amarelos: Otamendi (2), Fernandinho e Ederson (City); Uth, Sané e Burgstaller (Schalke).

Cartão Vermelho: Otamendi.

Gols: Agüero, Sané e Sterling (City); Bentaleb (2) (Schalke).

Estádio: Veltins-Arena, em Gelsenkirchen (Alemanha). EFE

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