Wada constata "fracasso total" da IAAF em luta contra o doping
Berlim, 14 jan (EFE).- Uma comissão independente da Agência Mundial Antidoping (Wada) constatou que houve um "fracasso total" da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) na luta contra o consumo de substâncias proibidas e a corrupção, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira.
De acordo com o documento divulgado pela comissão, apresentado nesta quinta em Munique, o principal responsável pelas práticas corruptas e do encobrimento do doping é o ex-presidente da IAAF Lamine Diack.
O grupo é liderado pelo ex-presidente da Wada Richard Pound, que se pronunciou para apresentar o relatório, continuação de um primeiro trabalho que levou à suspensão da Federação Russa de Atletismo (FRA) de todas as competições. "O tempo das reformas é agora", disse o dirigente.
Entre os presentes na apresentação do relatório, estava o atual presidente da IAAF, o britânico Sebastian Coe.
O documento assinala que houve "um colapso total das estruturas e uma falta absoluta de responsabilidade", assim como uma falta de vontade política de confrontar a Rússia com a verdadeira dimensão do problema do doping entre seus atletas. Ainda segundo a comissão, reagiu-se de maneira insuficiente perante os problemas de corrupção dentro da federação internacional.
As acusações formuladas hoje pela comissão independente da Wada são o segundo capítulo de um escândalo trazido à tona por um documentário da emissora alemã "ARD" intitulado "O doping: estritamente confidencial. Como a Rússia cria seus vencedores", veiculado em dezembro de 2014.
A reportagem, na qual foram apresentados diversos documentos e gravações feitas em sigilo, coletou indícios que apontavam um doping sistemático amparado pelo estado no atletismo russo.
Além disso, o documentário denunciou a existência de um aparelho para ocultar o doping, no qual participavam também, em troca de dinheiro, funcionários da IAAF encarregados de maquiar resultados de exames antidoping.
Diante das denúncias, a Wada criou a comissão independente para investigá-las, o que culminou com um relatório que chegou a conclusões similares às da reportagem e terminava dizendo que se tratava apenas da "ponta do iceberg".
A IAAF já tinha negado as acusações da "ARD" em carta à agência antidoping e dizia que o problema se limitava a casos isolados de pessoas que estiveram ligados à organização no passado. Por outro lado, a comissão chega à conclusão que era impossível que a federação internacional não percebesse a dimensão do problema e a violação das regras.
De acordo com o documento divulgado pela comissão, apresentado nesta quinta em Munique, o principal responsável pelas práticas corruptas e do encobrimento do doping é o ex-presidente da IAAF Lamine Diack.
O grupo é liderado pelo ex-presidente da Wada Richard Pound, que se pronunciou para apresentar o relatório, continuação de um primeiro trabalho que levou à suspensão da Federação Russa de Atletismo (FRA) de todas as competições. "O tempo das reformas é agora", disse o dirigente.
Entre os presentes na apresentação do relatório, estava o atual presidente da IAAF, o britânico Sebastian Coe.
O documento assinala que houve "um colapso total das estruturas e uma falta absoluta de responsabilidade", assim como uma falta de vontade política de confrontar a Rússia com a verdadeira dimensão do problema do doping entre seus atletas. Ainda segundo a comissão, reagiu-se de maneira insuficiente perante os problemas de corrupção dentro da federação internacional.
As acusações formuladas hoje pela comissão independente da Wada são o segundo capítulo de um escândalo trazido à tona por um documentário da emissora alemã "ARD" intitulado "O doping: estritamente confidencial. Como a Rússia cria seus vencedores", veiculado em dezembro de 2014.
A reportagem, na qual foram apresentados diversos documentos e gravações feitas em sigilo, coletou indícios que apontavam um doping sistemático amparado pelo estado no atletismo russo.
Além disso, o documentário denunciou a existência de um aparelho para ocultar o doping, no qual participavam também, em troca de dinheiro, funcionários da IAAF encarregados de maquiar resultados de exames antidoping.
Diante das denúncias, a Wada criou a comissão independente para investigá-las, o que culminou com um relatório que chegou a conclusões similares às da reportagem e terminava dizendo que se tratava apenas da "ponta do iceberg".
A IAAF já tinha negado as acusações da "ARD" em carta à agência antidoping e dizia que o problema se limitava a casos isolados de pessoas que estiveram ligados à organização no passado. Por outro lado, a comissão chega à conclusão que era impossível que a federação internacional não percebesse a dimensão do problema e a violação das regras.
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