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Nina aponta falta de competitividade no UFC para justificar Amanda vs Cyborg

Felipe Paranhos e Marcel Alcântara, em São Paulo (SP)

Ag. Fight

25/09/2018 06h00

Em fevereiro de 2013, Ronda Rousey enfrentou Liz Carmouche naquela que foi a primeira luta entre mulheres na história do UFC. Desde então, o evento chegou ao total de quatro categorias que, embora demonstrem o aumento do potencial do MMA feminino junto ao público, deixam claro que a demanda por combates ainda é maior do que o número de atletas capazes de competir em alto nível.

Justamente por isso, superlutas entre atletas de diferentes categorias fazem ainda mais sentido, como é o caso de
Valentina Shevchenko vs Joanna Jedrzejczyk, escaladas para o dia 8 de dezembro, no Canadá, e Cris 'Cyborg' vs Amanda Nunes, que duelam no dia 29 de dezembro, em Las Vegas (EUA). E Nina Ansaroff, noiva da campeã dos galos (61 kg), adianta-se em eleger a 'Leoa' como única capaz de oferecer um bom desafio para a dona do cinturão dos penas (66 kg).

"Se ela ficar enfrentando garotas de 66 kg desse jeito e fazendo 100 mil dólares de salário por uma luta de título, veremos a mesma luta uma atrás da outra. Ela vai atropelar garotas no primeiro round. Mas ela não consegue fazer isso com a Amanda. Então faz sentido a Amanda subir e deixar sua categoria parada um pouco", analisou durante entrevista com a reportagem da Ag. Fight durante o UFC São Paulo, no último final de semana.

"Sinto que no MMA feminino nós somos muito segregadas entre você ser ranqueada no topo ou você ser ranqueada para baixo. Não tem um nível intermediário muito forte. Então, as melhores lutas tem que ser entre classes diferentes, porque elas não estão completamente cheias. A 'Cyborg' não tem ninguém até 66 kg... A única garota que lhe deu competitividade, mas foi no kickboxing, ela perdeu", relembrou, referindo-se ao duelo contra a holandesa Jorina Baars, realizado em maio de 2014.

Em caminho oposto ao de Amanda, Nina luta para se firmar como uma possível desafiante ao cinturão dos palhas (52  kg). Para isso, ela encara Claudia Gadelha, atual número três do ranking oficial, oito colocações à sua frente, em um curioso alinhamento do card. Afinal, nesse mesmo dia 8 de dezembro, Joanna, ex-campeã de sua categoria, estreia na divisão de cima, quando poderá se tornar a primeira mulher a ser campeã de duas categorias na história do UFC.

"Em até 57 kg não tem muita atenção, não tem muitas garotas talentosas na divisão. Valentina era a única fazendo barulho, e agora pensaram na Joanna, porque ela foi campeã e as duas já lutaram antes . Então faz sentido", narrou Nina, que terá em Gadelha a sua rival maior renome até então.

"Acho que com uma vitória dominante sobre Claudia, o que eu sou capaz de fazer, estarei na posição de desafiante. Mas sei que a Tatiana venceu bem a Carla e a Jéssica acabou de vencer de novo. Não sei elas vão se enfrentar ou se uma delas vai direto para a Rose . Quem sabe, ainda temos 11 semanas para a luta, mas quanto melhor a oponente, melhor eu luto", finalizou, otimista e confiante para traçar um divisor de águas em sua carreira.

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