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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Seixas: 'EUA abrem os olhos para F1, mas pista de Miami não ficou legal'

Do UOL, em São Paulo

08/05/2022 20h47

Muita festa, cenários um tanto quanto 'exóticos' e até um pódio antecedido por um desfile de jipes e motocicletas. A primeira corrida no circuito Internacional de Miami foi marcada por um show à parte de organização. No aspecto principal, porém, sobraram críticas ao traçado da pista, à qualidade do asfalto e aos poucos momentos emocionantes de fato na prova, realizada neste domingo (8) e vencida por Max Verstappen.

Na Live F1 do Seixas e do Flavio, transmitida pelo UOL Esporte logo após as corridas da Fórmula 1, os jornalistas Fábio Seixas e Flavio Gomes discutiram alguns pontos sobre a organização do GP de Miami. Embora tenham elogiado o evento em si, eles chamaram a atenção para alguns problemas ocorridos durante a corrida.

"O primeiro trecho é muito largo e rápido, com curvas longas e de alta velocidade. No segundo trecho, a pista fica mais estreita e travada. Aquela curva 17 deve ser recapeada hoje de novo. É muito legal ver os EUA abrirem os olhos para a Fórmula 1. O país sempre foi uma obsessão da Fórmula 1, que já tentou correr em outros dez circuitos. Pena que escolheram correr em Miami em torno de um estádio", opinou Seixas.

Gomes ressaltou que a organização da prova deveria ter olhado com mais cuidado para a pista, em vez de se preocuparem tanto com a festa. "Foi um evento de grandes dimensões, com shows, exposições, leilão, festa, jantares, marina fake, água de mentira, praia artificial, sereia. Teve de tudo, bem daquele jeito que americano gosta de fazer evento. Mas a sensação que eu tive foi a de que não priorizaram o mais importante: fazer uma pista muito boa. Sequer o asfalto foi de uma boa qualidade. Os pilotos reclamaram muito disso", criticou o colunista do UOL.

Seixas explicou alguns detalhes sobre a montagem do circuito e que o resultado final, na opinião dele, não agradou tanto. "Essa pista foi construída por uma empresa inglesa. Houve aquela era em que as pistas eram projetadas pelo Hermann Tilke, que se tornou o queridinho do Bernie Ecclestone no final dos anos 90. Essa empresa inglesa já construiu circuitos no mundo todo, mas esse foi o primeiro de Fórmula. Foi o passo mais ambicioso dela. Os ingleses entendem de corrida e estão do lado de Silverstone, mas não há milagre em fazer uma corrida no entorno de um estádio de futebol americano", avaliou.

Gomes também destacou que a pista gerou queixas entre os pilotos. "Os pilotos reclamaram daquele trecho entre as curvas 11 e 16, debaixo de uma ponte. Muito estreito e mal dá para o carro passar por ali. É um setor que não tem cabimento e não faz algum sentido. Era uma das corridas mais esperadas de todos os tempos pelos donos da Fórmula 1. Todos sonhavam com o 'eldorado' de Miami", comentou.

Seixas vê poucas soluções para essa pista se tornar, de fato, mais atraente. "Vimos como era Sochi, que era em torno do estádio olímpico que recebeu os Jogos de Inverno. Era uma porcaria de pista. É igual quando tivemos corrida em Las Vegas em torno do Caesar Palace, um hotel. Não tem muito o que tirar. Em Miami, até houve trechos um declive, aclive, por baixo de viaduto. Mas não tem como ficar bom. Tentaram, mas não ficou legal", concluiu o colunista do UOL.

Não perca! A próxima edição da Live F1 do Seixas e do Flavio será logo após o GP da Espanha, em 22 de maio. Você pode acompanhar o programa pelo Canal UOL, no canal do UOL Esporte no Youtube e pelas redes sociais do UOL.

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