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Hamilton diz que ter sofrido bullying o motiva a 'jogar limpo' nas pistas

O piloto inglês disse que não sente vergonha em "tirar o pé" quando necessário - Mercedes
O piloto inglês disse que não sente vergonha em 'tirar o pé' quando necessário Imagem: Mercedes

Do UOL, em São Paulo

24/11/2021 16h03

Apesar de já ter entrado em confrontos na pista, Lewis Hamilton prefere evitar batidas e explicou porquê. Em entrevista à BBC, o piloto relatou que o fato de ter sofrido bullying na infância e de ter sido ensinado a não revidar, o previnem de ter comportamentos mais combativos na Fórmula 1.

"Você tem que estar sempre pronto para evitar colisões, mesmo que isso signifique perder alguns pontos. Meu pai me ensinou que o certo é responder nas pistas. Sofri bullying quando criança, tanto na escola quanto na pista, e queríamos vencê-los da maneira certa, não com a queda de um carro ou a colisão com um carro", declarou Hamilton.

O inglês acredita que dessa forma, sempre faz corridas justas e "não dá para negar que você se sai melhor". "Se você bater, podem dizer 'ah, mas essa é uma tática daquele piloto'. Quero ser o mais puro dos pilotos, pela velocidade, pelo trabalho árduo e pela determinação, assim não tem como negar tudo o que conquistei".

Apesar do desejo de evitar batidas, Hamilton reconhece que nem sempre é possível. Este ano o piloto protagoniza uma briga acirrada com Max Verstappen pelo título da F1 e ambos já usaram de manobras arriscadas para tentar vencer, em especial nos GP de Emilia-Romagna, da Inglaterra e da Espanha.

O último incidente aconteceu no GP de São Paulo. Para se defender da ultrapassagem do adversário, Verstappen espalhou o carro para cima de Hamilton, manobra que gerou um pedido de investigação da Mercedes. O ocorrido, no entanto, não foi penalizado pela FIA.

Por fim, o piloto inglês justificou as oportunidades em que não quis tirar o pé. "Eu estava certo em alguns cenários. Em Silverstone, por exemplo, minha roda dianteira estava ao lado da roda dianteira dele, não ao lado da traseira. Se eu tivesse feito a abordagem que ele fez no Brasil, qual seria padrão adotado? Ainda sim, não me importo de ser aquele que precisa tirar o pé. Sei que esse às vezes é o melhor caminho a se tomar. Você precisa ser mais esperto".

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