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Morre campeão olímpico que ajudou a prender assassino de Robert Kennedy

Rafer Johnson tinha 86 anos e foi campeão olímpico no decatlo nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960 - Hy Peskin/Getty Images
Rafer Johnson tinha 86 anos e foi campeão olímpico no decatlo nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960 Imagem: Hy Peskin/Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/12/2020 19h49

Morreu hoje em Los Angeles (EUA), aos 86 anos, Rafer Johnson, recordista olímpico no decatlo nos Jogos Olímpicos de Roma de 1960 e um dos homens que ajudou a prender o assassino de Robert Kennedy, ex-Procurador-geral dos EUA, em 1968.

Johnson foi um importante esportista para o país norte-americano. As causas da morte, confirmada pelo Los Angeles Times, ainda são desconhecidas.

O decatleta venceu os Jogos Pan-Americanos de 1955 e bateu o recorde mundial do decatlo após superar o taiwanês Yang Chuan-kwang na disputa pela medalha de ouro da modalidade na Olimpíada de 1960. O atleta também foi atuante no esporte especial, sendo presidente e co-fundador do Olimpíadas Especiais da Califórnia, segundo a publicação de Los Angeles.

Rafer Johnson - Bettmann Archive/Getty Images - Bettmann Archive/Getty Images
Aposentado do decatlo, Rafer Johnson fez carreira nas comunicações, além de ter se tornado amigo de Robert Kennedy
Imagem: Bettmann Archive/Getty Images

Nascido em Hillsboro, Texas, em 1934, ele foi criado em uma família de colhedores de algodão, e aprendeu logo cedo a desenvolver habilidades físicas superdotadas. Entrou para a renomada UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles), onde lutou contra o racismo e se tornou referência no basquete, no beisebol e no futebol americano.

Prisão do assassino de Robert Kennedy

Após alcançar o ouro em 1960, Johnson aposentou-se, passando a mirar outras áreas, como reportagem de televisão, onde trabalhou para a emissora NBC, como âncora, na KNBC e depois na política, quando se tornou amigo do ex-procurador-geral dos EUA, Robert Kennedy.

Kennedy se tornou o candidato à presidência dos EUA, em 1968, pelo Partido Democrata, mas foi alvejado em junho do mesmo ano na saída do Hotel Ambassador, em Los Angeles. Johnson acompanhava o candidato na ocasião, mas não conseguiu deter o assassino. O então ex-atleta e outros homens agiram após o disparo, quando desarmaram Sirhan Sirhan. O episódio deixou Johnson extremamente chateado, como relata o site californiano.

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