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Ucraniana é ameaçada em Aberto de Moscou e diz que não volta a Rússia

Elina Svitolina em sua estreia em Roland Garros - Etienne Laurent/EFE
Elina Svitolina em sua estreia em Roland Garros Imagem: Etienne Laurent/EFE

Do UOL, em São Paulo

22/10/2016 16h44

A política internacional invadiu o circuito feminino de tênis. A ucraniana Elina Svitolina disse que foi a última vez que participou do torneio de Moscou por causa do comportamento da torcida. Durante a coletiva de imprensa, ela revelou que foi ameaçada antes de disputar as semifinais diante da russa Svetlana Kuznetsova.

“Foi horrível e não vou voltar. Nunca senti tanta pressão na minha vida. Enviaram-me mensagens feias, ameaçaram, disseram que sabiam em que hotel eu estava hospedada. Saiu bastante do controle. Isto são questões políticas, mas eu não tenho nada a ver com isso, pois sou apenas uma jogadora de tênis que quer ganhar partidas.”

A menção a questões política foi feita porque a Ucrânia se aproximou do ocidente e isto gerou reação russa. A região da Crimeia se separou da Ucrânia e há acusação de manobra da Rússia que teria incluído envolvimento de soldados enviados por Moscou. O jato da Malaysia Airlines derrubado por um míssil tem relação com o conflito e o avião teria sido confundido com um caça.

Svitolina reclamou que o esporte não pode ser influenciado por diferenças entre países. Ela afirmou que não tem nada contra Kuznetsova, que foi campeã de Roland Garros em 2009 e US Open em 2004.

A russa venceu a partida entre elas, que foi realizada na sexta-feira por 2 sets a 1. Neste sábado, a atleta da casa se sagrou campeã e garantiu vaga no Finals. O torneio reúne as jogadoras que mais pontuaram no ano e é disputado em Cingapura.

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