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Guga admite saudade da Davis e revela que entregava pontos para ficar mais tempo curtindo a torcida

Gustavo Kuerten concede entrevista antes de ser homenageado na Davis em Rio Preto - Luiz Pires/Fotojump
Gustavo Kuerten concede entrevista antes de ser homenageado na Davis em Rio Preto Imagem: Luiz Pires/Fotojump

Rafael Krieger

Do UOL, em São José do Rio Preto (SP)

15/09/2012 15h18

Gustavo Kuerten treinou com a equipe brasileira da Copa Davis neste sábado em São José do Rio Preto, logo antes da dupla brasileira entrar em quadra para tentar definir o confronto contra a Rússia pela vaga no Grupo Mundial. Impossível não imaginar o ídolo voltando à quadra no domingo, com a vitória já decidida, em uma exibição para deleite do público. Guga não nega que pensou nisso, mas vai ficar só na vontade.

“Já comecei a treinar hoje. Se deixar eu jogo não só domingo, mas também se voltar ao Grupo Mundial”, brincou Guga em coletiva de imprensa antes de receber uma homenagem na quadra de Rio Preto. Ele descreveu a sua nostalgia dos tempos em que defendia o país na Copa Davis: “Isso é a melhor coisa do mundo para mim, poder alegrar uma torcida de 5 mil pessoas ou mais. Sinto muita falta”.

Guga teve 34 vitórias e 18 derrotas enquanto defendeu o Brasil na Davis, e os jogos em casa foram os que mais marcaram o tenista. Ele revelou que, quando era possível, chegava a entregar pontos para os adversários para ficar mais tempo diante da torcida e não deixar o momento acabar, especialmente se o confronto já estava definido.

“Às vezes até prolongava mais o jogo, entregava um setzinho para ficar mais na quadra. Essa sensação é sensacional, o artista e o cantor talvez vivencia isso também, de entrar ali e sentir tanta energia. Eu gostava muito, e uma forma de minimizar isso é ficar próximo da equipe”, explicou Guga, que tem assistido aos jogos do confronto contra a Rússia à beira da quadra, no espaço reservado aos jogadores do time brasileiro. “Mas sempre respeitando a rotina de cada jogador, no ponto certo para contribuir, o que para mim já é um privilegio”, completou.

Bastou um simples treino da manhã de sábado com o reserva Bruno Sant’Anna na quadra da arena principal de Rio Preto para que um filme passasse na cabeça de Guga: “Estar ali dentro da quadra é muito impactante, ao mesmo tempo em que a gente não pensa em nada, passa na cabeça tudo por que passamos na carreira”.

Antes mesmo da definição do confronto contra a Rússia, Guga afirmou que vê o Brasil bem representado pela equipe atual: “Ontem já deu para perceber uma diferença gritante entre a nossa equipe e a deles, coisa que antes não se via. O grupo amadureceu muito. A equipe ainda é muito dependente do Thomaz [Bellucci], mas a dupla dá um equilíbrio legal”, opinou o ídolo, que chegou a jogar semifinal de Copa Davis e ajudou o Brasil a se manter no Grupo Mundial entre 1997 e 2003. 

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