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Brasileiro tatua rosto de Phelps na coxa e impressiona esposa do ex-nadador

Gustavo Setti

Do UOL, em São Paulo

18/05/2019 04h00

Jaino Marinho levou sua idolatria por Michael Phelps a outro nível. O estudante de 21 anos tratou de homenagear o ex-nadador americano com uma tatuagem. Ele agora tem o rosto do maior medalhista da história das Olimpíadas em sua coxa.

A motivação para tatuar Phelps veio depois que Janio recebeu uma proposta de um colega que faz tatuagens realistas. "A primeira coisa que veio na minha mente foi o meu ídolo. Quis fazer essa homenagem a ele. Todos os nadadores têm o Phelps como referência. Ele não é só uma inspiração, é muito equilibrado e não perde o foco", disse Jaino ao UOL Esporte.

A tatuagem retrata Phelps mordendo uma medalha de ouro conquistada nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, na última competição oficial do nadador. "Foi minha primeira tatuagem. Gostei muito do resultado. Foram seis horas de sessão. Começou umas 15h20 e terminou 21h20. Tudo em uma sessão só. Saí passando mal, com as costas doendo, mas valeu muito a pena", relembrou.

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram
A tatuagem surpreendeu até Nicole Phelps, esposa de Phelps. Ela chegou a conversar com Jaino no Instagram. "Isso é incrível! Obrigado por compartilhar", escreveu a modelo.

"Eu publiquei e marquei o Michael Phelps. A mulher dele me respondeu. Traduzi pelo Google tradutor e pedi para ela mostrar para ele, mas ela não falou mais nada. Foi uma maneira de agradecer a ele por incentivar a todos na natação. Queria que chegasse até ele, mas acho que chegou pela mulher", contou o estudante.

Começo na natação após se afogar

Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram
Jaino compartilha da mesma paixão de Phelps pelas piscinas. O estudante começou a nadar aos 10 anos depois de se afogar na infância. Desde então, continuou nadando, mas não chegou a se profissionalizar. Ele diz que a modalidade "não é muito vista" em sua cidade, Assu, no interior do Rio Grande do Norte, a cerca de 200 km da capital Natal.

"Minha trajetória na natação começou quando eu tive um trauma na infância. Me afoguei na piscina, fiquei preso pela mão, passei 5 minutos embaixo d'água e fiquei desacordado. Isso foi com 8 anos. Com 10 anos, comecei a nadar. Com o passar dos anos, fui competindo, mas, como não tinha rotina de treinos diários, não cheguei a acompanhar o ritmo", disse.

Os treinos ficaram mais intensos na faculdade. Estudante de Fisioterapia, Jaino treina todos os dias antes das aulas e compete em torneios universitários. "Comecei a competir pela Faculdade Católica do Rio Grande do Norte, em Mossoró, a 80km de Assu. Eu pego o ônibus às 5h da manhã em Assu e chego às 7h. Treino todo dia das 7h às 8h antes da aula", explicou.

Ele sonha em continuar na natação no futuro, mesmo que seja fora das piscinas. "Depois que me formar, pretendo fazer Educação Física por causa da natação. São duas áreas que remontam muito reabilitação e prevenção de lesão", contou.

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