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Autuori explica substituições tardias no Botafogo: 'Estamos construindo uma equipe'

05/07/2020 22h24

Zero a zero. O Botafogo precisava da vitória diante do Fluminense para se classificar à final da Taça Rio, no Nilton Santos. A primeira substituição do Alvinegro acontece depois dos 35 minutos do segundo tempo, quando Caio Alexandre sai com câimbras. Cansado, o time não consegue marcar e é eliminado. Neste domingo, Paulo Autuori, treinador do Glorioso, explicou o motivo das substituições 'tardias'.

- Isso é uma lógica de um treinador que pensa em tudo. Cheguei há pouco tempo, o campeonato parou e voltamos. Eu nem ia fazer substituição se não tivesse acontecido nada com o Caio (Alexandre) e o Luís Henrique. Ao mesmo tempo, preciso fazer com que essa equipe jogue e ganhe essa organização. O campeonato vai parar um mês, eu vou fazer amistoso com quem? É simples. Eu gostava da maneira que a equipe estava. Estamos solidificando coisas, construindo algo consciente e consistente. O Carioca foi a única competição que voltou de maneira açodada - afirmou.

O treinador, agora, terá mais de 30 dias livres para treinar. O Campeonato Brasileiro deve retornar no dia 9 de agosto. Enquanto isso, Autuori afirma que busca peças para fortalecer o elenco. Acima de tudo, o técnico explicou que a partida serviu para ele moldar a convicção sobre a equipe.

- Virão jogadores para o Brasileirão. Jogadores com qualidade técnica. O clube não tem condição em jogadores da maturidade competitiva de 23 a 28 anos, tem que estar atrás de oportunidades de negócios. Anos atrás alguns clubes ganharam Carioca e foram rebaixados. Não é parâmetro. Não vou trocar a possibilidade de trocar algo consistente por ganhar por ganhar. Não quero ter dúvidas no dia seguinte - analisou.

Keisuke Honda foi um dos pontos positivos do Botafogo na partida. No segundo tempo, o japonês liderou a criação de chances do Alvinegro. A parceria entre o gringo e Caio Alexandre no meio-campo foi elogiada por Autuori.

- Ele joga muito simples. Achou bolas por dentro, faz a equipe jogar, dificilmente perde uma bola. Essa ideia de trazer jogador e ele arrebentar do primeiro dia ao último é utopia. Tem uma coisa chamada jogar e deixar jogar. Tem jogador que só joga para ele. Ele joga e deixa a equipe fluir. Assim como o Caio, dá muita dinâmica. Logicamente, você sempre quer ganhar, mas existem vitórias que não levam a nada. Saber que esses jogadores vão crescer vai nos dar garantias. - avaliou.

Mesmo com a eliminação, Autuori avalia cada partida como uma continuidade para os atletas entenderem o sistema de jogo que ele propõe. Mais uma vez, o treinador criticou o retorno às pressas do Campeonato Carioca.

- Estamos construindo uma equipe. Quanto mais confiança eles tiverem no coletivo, eles vão arriscar mais. O importante, nesse momento, é construir uma equipe com ideias claras, com variações táticas, e só temos oportunidade disso no Carioquinha. Do que adianta ter jogado agora para ficar um mês? Não existe argumento para explicar a volta apressada do Carioca - completou.

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