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Sono afetado na quarentena e fim de carreira adiado: Luxa abre jogo ao L!

04/06/2020 08h00

- Está se escondendo do vírus aí?

Foi assim que Vanderlei Luxemburgo, rindo, iniciou uma hora de conversa com o LANCE! De casa, em frente ao computador, exatamente como acompanha os treinos físicos à distância do Palmeiras, o técnico teve um bate-papo sincero, relatando que a brusca mudança de rotina iniciada há mais de dois meses alterou seu sono, gerando cochilos à tarde que comprometem o descanso da noite. Mas não altera a convicção que o fez desistir da aposentadoria.

Aos 68 anos de idade, Luxemburgo, hoje, faz o necessário para não entrar na "loteria" do coronavírus. Há dois anos, a preocupação eram jogos melancólicos, em suas palavras, seguidos de intensa discussão tática no Brasil. O técnico com mais títulos da história do Verdão (sete, como Oswaldo Brandão), ex-Seleção e Real Madrid, não se via mais encaixado no futebol moderno e planejava aulas virtuais de futebol no YouTube para deixar um legado.

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?Luxemburgo conta que adiou os planos ao perceber que a mudança no futebol, na sua análise, estava somente na nomenclatura, e se impôs a missão de provar que o Brasil pode voltar a valorizar mais dribles do que esquemas táticos. Dizendo-se adaptado à nova geração, conta que controla palavrões no vestiários. Hoje, o técnico só se irrita mesmo com times treinando com bola, na pandemia, antes de outros, o que pode gerar desequilíbrio na volta dos jogos.

Confira abaixo a entrevista exclusiva de Vanderlei Luxemburgo ao LANCE!:

Já conseguiu se acostumar a ficar dentro de casa?

Tá louco... O problema é que pode não acontecer nada como pode acontecer tudo. O vírus não escolhe. Você pode ser jovem e saudável e passar assintomático, sem sentir nada, como pode morrer. Não tem o que fazer. E o problema é que os hospitais estão todos lotados, sem respirador mecânico, a saúde pública um caos, como sempre. Sou saudável, não bebo, não fumo, sou esportista, trabalho com esporte a minha vida toda... Mas tenho 68 anos. Pode não acontecer nada, como pode acontecer. Vou arriscar? Não quero arriscar.

Você tem medo de pegar o coronavírus?

Não tenho medo de pegar, mas não quero entrar nessa loteria. Porque é uma loteria, realmente. Eu me cuido. Acho que não vai acontecer nada comigo, porque tenho saúde, faço check-up regularmente, não tenho nenhuma doença pré-existente, diabetes... Sou uma pessoa saudável. Mas não dá para saber o que vai acontecer. É melhor evitar. Não dou mole, não.

E a rotina de trabalho? Conseguiu criar alguma nesse home office?

Eu tenho dormido tarde e acordado tarde. E durmo à tarde. Não tem o que fazer, fico lendo um livro, vendo um jogo, fazendo alguma coisa e daqui a pouco já "tum", durmo. Aí durmo uma, duas horas, chega a noite e não consigo dormir. Não é insônia. Mas estou dormindo em um horário que, normalmente, estou treinando.

Não conseguiu estabelecer uma rotina com horários?

Não tem como. Não saio, não vou para a rua, não vou a shopping nem para lugar nenhum, não desço para treinar, só quando o time está treinando, porque tenho o joelho baleado... É uma série de coisas que fico impedido de fazer. Minha rotina sempre foi de treinamento e ir em escritório, mas está fechado também. Minha rotina ficou na minha casa, com minhas filhas, minhas netas, converso com elas, assistimos a um filme, vemos alguma coisa de futebol... Minha rotina virou essa. É tatu no buraco mesmo.

Os jogadores sempre falam que você é de conversar bastante. Como tem feito para manter isso na quarentena?

Hoje (quarta-feira) mesmo, acabamos o treinamento e falamos bastante, brincamos um com o outro. Eu os deixo à vontade para ficar se sacaneando. É uma maneira de terem contato, mesmo sem ser pessoalmente, mas com um momento de ficarem se sacaneando entre eles, como é no treinamento. Ficam tirando sarro entre eles e também comigo, eu com eles. Quando tenho que falar, ligo e converso. Estou sempre falando, se tem alguma mudança na programação, ligo para o capitão... Falo individualmente também.

Você mudou sua forma de falar com os jogadores ou mantém o mesmo estilo de conversa dos anos 1990?

Não tenho tido problema nenhum com os jogadores, a conversa é bem parecida com antigamente. Mas é claro que meu vestiário, hoje, é diferente. Não dá para chegar da mesma forma. São outros jogadores, muitos anos para frente. O tratamento que tive com as minhas filhas, não tenho com as minhas netas. O mundo mudou. Conversamos normalmente, mas o que mudou muito é que eu usava bastante palavrão no treino, e diminuí bastante, porque eles não estão acostumados com isso. É uma coisa um pouco diferente.

Os jogadores de hoje se assustam com palavrões em treino?

Entre eles, falam bastante. De repente, assusta a minha maneira muito agressiva de treinar, forte, contundente. Mas não tenho tido muitos problemas com isso, não. Sai uns c..., p... toda hora, sim. Mas, no vestiário, é uma abordagem diferente, com certeza.

Você chegou a ser caracterizado pelos palavrões nos anos 1990. Mudou por necessidade ou adaptação mesmo às gerações?

O mundo mudou, não sou eu, não. As gerações são totalmente diferentes e você precisa se adaptar a todas elas, entendendo como as gerações agem e reagem. A de hoje age totalmente diferente. Olham para o treinador e tiram sarro comigo. Preciso entender que é a maneira do jovem hoje em dia se relacionar com os mais velhos. A minha neta de 17 anos fala "e aí, velho, como que tá, tudo bem?", tirando sarro. O jogador fala "e aí, Luxa, tá legal?". Antigamente, os caras falavam "Professor, tudo bem?". Hoje, não estão nem aí, mas com respeito. Falam "bom dia, Luxa" e respondo "tudo bem", sem problema nenhum.

Nessa conversa, o que você tem falado com o elenco na quarentena?

Minha preocupação é mantê-los focados, sabendo que podemos voltar a qualquer momento e treinando, dentro do que podemos, com a intensidade que queremos. Hoje (quarta-feira), o treinamento foi intenso para caramba, mesmo em varanda de 10 metros. Até medimos para falar disso com eles.

Recentemente, houve uma redução nos dias de treinos com todos juntos simultaneamente, né?

É claro que não vou treinar todos os dias, senão os caras me xingam, pô. Estão em uma quarentena, um saco do c... Treino todo dia não dá, né? Aliviamos para ser segunda, quarta e sexta. E foi liberado para contratarem personal trainer, só pedindo que conversem com o (coordenador de preparação física Antônio) Mello e o Daniel (Gonçalves, coordenador científico), porque o personal trainer quer deixar os caras bonitinhos, de abdômen sarado, sem se preocupar que estamos jogando futebol, com um treinamento diferente daquele para o cara ficar bonitinho na praia. E eles trabalham em cima do que queremos.

E trabalho com bola?

O Willian hoje, por exemplo, chegou para mim pelo Maurício (Copertino, auxiliar), respeitando isolamento, fazendo trabalho técnico, de finalização, em um campo, pegando um cara para treinar. O Weverton contratou um treinador de goleiro. Os jogadores têm essa liberdade dada por mim. Isoladamente, estão liberados para fazer, para poder completar o nosso treinamento. Não tem problema nenhum.

Com todo esse cuidado, o que você pode dizer de times que já está treinando com bola no Brasil?

O Brasil comete equívocos que não podem ser cometidos. Não sei o que acontece. O futebol não está fora do contexto da pandemia, que é para todos. Você está trabalhando em casa, estou falando contigo da minha casa. E tem clubes trabalhando... Por que em Porto Alegre é de uma maneira, no Rio é outra, em Minas é outra e em São Paulo é diferente!? Isso não bate na minha cabeça. É uma pandemia mundial, todos deveriam ter os mesmos direitos e respeitar o que está determinado. Não pode ser dessa forma. O presidente (do Palmeiras, Maurício) Galiotte fala sobre isso: precisa voltar a partir do momento em que for liberado pelos órgãos sanitários, e se preparar para a volta, como o Palmeiras está preparado. Mas todos voltando juntos. Não pode voltar antecipado porque é competição.

Você acha que essas voltas em momentos distintos trarão desnível técnico?

Parece que não é uma vantagem, mas se leva vantagem treinar em um campo em vez de uma varanda de 10 metros. Isso é mais um equívoco que o Brasil cometeu nessa pandemia, entre tantos. É um erro muito grande.

Você demonstra ânimo falando do dia a dia, mas ficou quase dois anos sem trabalhar, entre o Sport, em 2017, e o Vasco, em 2019. Pensou em parar?

Pensei em parar, sim. Eu estava vendo o futebol muito diferente do que acho que o futebol é. Houve mudança muito grande e as pessoas deram muita ênfase a essa mudança, achando que estavam fazendo muito bem ao futebol, mas fizeram muito mal ao futebol nos últimos anos. Eu pensava "não vou me encaixar nisso aí, não é o que penso". Pensei em parar, seguir a minha vida para o outro lado, tenho as minhas empresas, meus negócios...

O que você pensava sobre a qualidade dos jogos quando cogitou parar?

Pensei em parar porque estava vendo a coisa tão melancólica... Estava muito preocupado. Era uma coisa massacrante. Era só esquema tático, não se via a qualidade do jogo. Eu via a televisão e só falavam de esquema tático, que o cara não fez isso, o time não fez, tal cara não teve capacidade tática, não conseguiu entender o esquema tático, transição ofensiva, defensiva, um time jogava muito proativo ou reativo... Só falavam disso.

O que te fez mudar de ideia?

Veio na minha cabeça que eu poderia contribuir. Vou voltar, estudar, ver o que está acontecendo, qual é essa mudança que todos falam. Peguei os mais jovens próximos a mim, que são o Deivid, o Maurício Copertino e o Junior Lopes, que fizeram o curso da CBF, para entender qual era a novidade. Eles me falaram: "Professor, não tem novidade, tudo que o senhor fazia é o que se faz lá, com os mesmos objetivos, mas, alguns, com montagem um pouco diferente". Mudaram a nossa nomenclatura, e a imprensa aderiu como modernidade.

Ao perceber que não tinha mudança, você desistiu da ideia de parar?

Sim. Falei: "vou continuar, mostrar para as pessoas que não existe essa coisa de ultrapassado". O que inventaram não é nada novo. Quis tentar mostrar o que está acontecendo, como estou mostrando. Aí voltei e fiz um trabalho muito legal no Vasco da Gama (no ano passado). Agradeço muito ao Vasco pela oportunidade, é importante falar isso.

Você costuma mostrar essa gratidão ao Vasco. Por que não ficou?

Não teve acerto com o (presidente do Vasco, Alexandre) Campello. Pedi ao Vasco para renovar com o mesmo salário, que é o mesmo que recebo no Palmeiras. A minha preocupação era trabalhar. O meu projeto era investimento em futebol, não em pagar dívida. A dívida seria paga com futebol, que é a única coisa que paga dívida em clube. Se o futebol não está bem, não se paga dívida nenhuma. Eu queria investir em dois, três jogadores de qualidade, ter um time melhor, que não fosse brigar para não cair, mas por vaga na Libertadores e, de repente, título em Campeonato Carioca ou Copa do Brasil, que é mata-mata. Acho que ele percebeu que não ia conseguir. E era uma exigência minha ele cumprir o que até hoje não cumpriu: pagar os salários do ano passado aos jogadores. Poderia até atrasar no ano seguinte e combinar como combinou, de atrasar dois meses e pagar um, mas começando o ano zerado. Era um compromisso que eu tinha com os jogadores, e eu tinha certeza de que ele não ia cumprir. Isso teria um desgaste muito grande e, no final das contas, cai sempre para o treinador. Trabalhei oito meses no Vasco da Gama e recebi um. E ainda paguei uma série de coisas que fiz lá.

O salário que você recebe hoje no Palmeiras é o mesmo que tinha no Vasco?

É o mesmo. Fiz questão de não mudar nada. Na minha cabeça, as pessoas iam dizer que saí do Vasco e vim para o Palmeiras exigindo muito. Mas é a mesma coisa. Eu queria trabalhar, não estava preocupado com isso. E as exigências que fiz no Vasco da Gama não tinham nada de absurdas. Era para estar como estou no Palmeiras, trabalhando feliz, como gosto de fazer. E coloquei metas para serem alcançadas dentro do Palmeiras, metas importantes.

Trabalhando de novo desde 2019, o que enxerga de diferente no futebol?

Em 2006, se corria 11 km por jogo. Em 2019, também, só que 15% desses 11 km são em trabalho de alta intensidade. São 1,5 km acima de 18 km/h, e tenho jogadores que chegam a 35, 38 km/h. O que mudou foi a intensidade, e isso interfere na tática. A ocupação de espaço ficou cada vez maior, a transição ofensiva e defensiva, que era mais lenta, ficou muito mais rápida, a marcação por pressão também. Essa foi a grande mudança: em vez de trabalhar no volume aeróbico, você diminui para trabalhar o anaeróbico, de alta intensidade, trabalhando afogado, com perda do oxigênio, para abafar e suportar. Se o time tem sete atletas correndo 1,5 km por jogo acima de 18 km/h, está voando.

Você não enxerga nenhuma novidade tática recente?

Qual é o esquema tático revolucionário que teve no mundo? São mais ajustes feitos na preparação física, na ciência, que é como estamos preparados no Palmeiras, com trabalho pré e pós-jogo, duas nutricionistas, o cara entra em campo tomando tanta vitamina... Hoje, o atleta é um atleta, na acepção da palavra, e entra em campo totalmente preparado.

E qual é a sua conclusão sobre o curso da CBF para treinadores?

Entendi que isso não era modernidade, mas um prejuízo muito grande ao Brasil mudar a nomenclatura porque o curso foi dado por portugueses. O nosso linguajar nada mais é do que o que se fala em Portugal. Eu não entendia por que mudar nosso costume de falar. Inglaterra, França, Espanha, Alemanha, Argentina, nenhum lugar mudou, porque quem dá os cursos são profissionais dos próprios países. Por que a CBF botou os portugueses para ministrar os cursos no Brasil?! Isso não entra na minha cabeça. Com isso, mudamos a nossa cultura. Eu queria parar porque o Brasil deixou de jogar em cima da nossa cultura e ficou muito preocupado com esquema tático. A imprensa aderiu isso como se fosse modernidade, mas era só a troca do que falávamos para uma situação que veio de fora. Não foi feito um curso por treinadores brasileiros e não ensinaram, na formação dos jovens treinadores que trabalharão no Brasil, a nossa essência. E o que aconteceu? Falamos de proativo, reativo, marcação alta, média, baixa, transição ofensiva, defensiva...

Como você fez para se adaptar a essa nova nomenclatura?

Estudei tudo isso para poder entender. Aí, quando falo, os caras dizem "É, o Luxa está aprendendo". Era isso que queriam que eu falasse?! Estou falando. E o que mudou? Nada, cara. Um dia, no Vasco da Gama, um cara queria me sacanear e me perguntou o que era um time reativo. Fiquei olhando para ele e, na brincadeira, gritei: "É fechar a casinha. Sabe o que é isso?" (gargalhadas).

O que você enxerga de modernidade no futebol hoje?

A modernidade está fora do campo. Os jogadores têm assessor de imprensa, empresário, advogado. A comissão técnica tem diretor executivo, gerente, responsável por logística, treinador, assistente, fisiologista, cientista, análise de desempenho, uma estrutura toda que te oferece ver o adversário, montar tudo que quer. É aí que está a modernidade, e você a traz para dentro do campo.

Como acha que essa modernidade que você contesta atrapalhou?

Começaram a criar esquema tático em cima do que já existia. Criaram o 4-1-4-1. Fui ver o que é, e é um 4-3-3 disfarçado. Todos falavam em 4-1-4-1, e são quatro zagueiros, um volante, dois meias, dois de lado e um atacante, e quando esses dois de lado se juntam com os meias vira 4-1-4-1. Isso é um 4-3-3, pô! Aí fui ver o 4-2-3-1, que também é um 4-3-3. Isso que fizeram foi ruim para o futebol brasileiro. Criaram um esquema tático e trabalharam muito em cima disso, mas não em cima da nossa essência. Até coloquei isso no meu canal no YouTube (veja abaixo). Só estrangeiro fazendo o que nós fazíamos. Isso tudo me assusta. Você não vê o futebol brasileiro dentro do campo.

Há quem diga que um dos motivos para a exaltação aos técnicos portugueses é que existe uma literatura de futebol em Portugal que o Brasil não tem...

Essa é uma grande verdade. Eles escreveram a literatura do futebol português e nós não escrevemos a nossa. Cometemos esse erro. Temos um conhecimento farto, mas não colocamos em literatura. Eu fiz livro, mas é de como se ganha um campeonato ("É Campeão! - A Montagem de um Time Vencedor", sobre o título brasileiro de 2003, e "Profissão campeão: como o Santos F.C. ganhou o campeonato brasileiro de 2004"). Não fiz livro sobre conhecimento de futebol, parte tática, desenvolvimento tático e de futebol desde as categorias de base até o profissional, e sou cobrado por isso. Eu deveria ter feito isso. O Parreira e o Felipão também. Lá atrás, o Ênio Andrade. Se o Zagallo tivesse feito um livro de como montou a Seleção de 70, seria muito mais falado no mundo do que o Rinus Michels (técnico da Holanda na Copa de 74). O que ele fez se faz até hoje, e o que o Rinus Michels fez só se faz uma vez.

Você pensa em corrigir esse erro?

Se eu parasse, estava no meu planejamento o meu canal no YouTube. A minha ideia, que vai acontecer quando eu parar, é passar todo o meu conhecimento através de um curso no meu canal, para as pessoas entenderem como foi minha carreira e meu crescimento. É o instrumento que terei. E vai ter uma audiência fantástica, porque sou querido, graças a Deus, por todas as torcidas. Obviamente, tem alguns que não gostam de mim, faz parte, mas são muito poucos. E a minha ideia é preparar meu canal fortemente. Como sou dono da afiliada da Record em Tocantins, pretendo juntar isso com o YouTube e fazer uma coisa profissional, muito bem feita, para levar convidado, fazer mesas de debate, ministrar cursos e mostrar como se forma o treinador de futebol. Como se fosse um livro visual. Quero comprar, por exemplo, essas mesas que têm na televisão, ilustrando como um esquema tático enfrenta outro, com quem está inscrito pedindo o que quer ver. Vai ficar um negócio muito legal.

Tem data para se aposentar e isso acontecer?

Não. Estou com saúde, estou bem. Pode perceber que estou com vontade. Por isso, achei que deveria continuar. Tenho muito a acrescentar ao futebol e deixar como legado para essa moçada que está chegando, com um conceito que precisamos mudar. Temos que voltar muito rapidamente a nossas origens. Senão, vamos perder as nossas características e vamos perder espaço. A minha volta é para tentar mostrar que nós podemos deixar o jogador jogar bola.

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