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Mauro: Michael tem se destacado porque o jogo coletivo do Flamengo piorou

Do UOL, em São Paulo

23/10/2021 04h00

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O técnico Renato Gaúcho desagradou parte dos torcedores do Flamengo ao substituir o atacante Michael durante o jogo com o Athletico-PR pelas semifinais da Copa do Brasil, na última quarta-feira (20), o que também já havia ocorrido no jogo anterior, contra o Cuiabá, no empate em 0 a 0, domingo (17), no Maracanã.

No podcast Posse de Bola #171, Mauro Cezar Pereira destaca que a forma como o jogador tem conseguido se destacar e causado descontentamento ao ser substituído também tem muito a ver com a maneira como o time está jogando: com um jogo coletivo pior e mais dependente de arrancadas individuais de jogadores como ele para tentar criar jogadas de perigo.

"Reparem o Michael, por que ele tem se destacado minimamente? Porque o coletivo do Flamengo piorou. Então, um jogador que se destaca por arrancadas individuais, dribles, mudanças de direção, que são as características dele, chama a atenção, mesmo que as jogadas que ele tenta criar não resultem em nada. Quantas jogadas perigosas ele, de fato, criou? Quantos chutes perigosos ele deu? Quantos passes para companheiros finalizarem, ele deu? Não fez muita coisa, mas ele aparece, porque dribla, vai para cima, abre mais o campo", diz Mauro.

"Quando o adversário está fechado, ele é uma boa válvula de escape, mas é o individual dele. Antes do Renato, o que vinha chamando a atenção no Michael? Algumas boas jogadas. Ele foi destaque até no Campeonato Carioca quando começou sua retomada, vinha fazendo bons jogos, e no Fla-Flu que ele também foi tirado, o Ceni foi criticado porque ele estava jogando bem não só ofensivamente, mas participando muito do jogo: recuperando bola, desarmando. Ele melhorou muito desde o começo da temporada 2021. Agora ele sai e isso chama negativamente a atenção porque como time, coletivamente cai de produção", completa.

Mauro Cezar destaca que as tentativas de jogadas individuais dele aumentam sua importância no time à medida que há dificuldades para criar diante de adversários com a defesa mais compacta. Para o jornalista, este quesito também é um sinal de que o trabalho de Renato Gaúcho ainda tem pouco de legado.

"Você começa a fazer brilhar quem tenta fazer alguma jogada individual, mesmo que ela não resulte em muita coisa. É o caso do Michael, então ele começa a aparecer, a ser o 'craque do time', porque ele está sempre tentando um drible, ele consegue passar por dois ou três, a jogada não dá em nada, vai para a lateral, escanteio e tal, mas ele está ali, tentando abrir a fórceps a defesa adversária porque, coletivamente, o Flamengo não está conseguindo fazer isso", diz Mauro.

"Agora, quando tem aquela 'recaída' Jorge Jesus, quando reativa alguns movimentos ali e está mais completo, aí é uma beleza, mas, até agora, o legado do Renato é muito pouco. É mais um legado negativo, e esse jogo de quarta-feira foi um horror", conclui.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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