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10 anos em obras: Casa da Copa América em GO foi "buracão" e foco de dengue

Estádio Olímpico de Goiânia - Divulgação/Agetop
Estádio Olímpico de Goiânia Imagem: Divulgação/Agetop

Eder Traskini

Do UOL, em Goiânia

14/06/2021 04h00

Classificação e Jogos

O estádio Olímpico de Goiânia recebe na noite de hoje (14), às 21h, seu primeiro jogo na Copa América: o duelo entre Bolívia e Paraguai, que fazem suas estreias no torneio. Reinaugurado em 2016, o local passou dez anos em obras, se tornou foco do mosquito da dengue e chegou a ser chamado de "buracão".

Demolido em 2006, o estádio passou por duas licitações e, por isso, ficou com obras totalmente paralisadas por imbróglios na justiça por cerca de dois anos — entre 2009 e 2013. Durante esse período, em disputas eleitorais em 2010, opositores do então governador Marconi Perillo classificaram o lugar como "buracão" ou "buraco do Marconi".

Abandonado por tantos anos, o local sofreu com o descaso e a ação do tempo. Com mato alto, estrutura exposta e água parada, as obras do estádio Olímpico se tornaram um imenso criadouro do mosquito aedes aegypti, transmissor da dengue. Moradores protestaram e tentaram agir por si só, mas não tiveram resultados.

As obras retornaram em 2013, com a nova licitação, e não pararam mais. Inicialmente orçado em R$ 43 milhões, a casa da Copa América em Goiânia custou, no fim das contas, mais que o dobro: R$ 95 milhões. Muito disso em função do projeto que havia sido feito em 2002 e ficou defasado após tantos anos com obras em execução.

No início, o estádio não previa receber partidas do Campeonato Brasileiro, o que foi alterado na reformulação do projeto antigo. Com capacidade para 13,5 mil pessoas, o local foi inaugurado apto a receber partidas da Série B, mas necessitaria de uma autorização especial para a Série A — que ditava capacidade mínima de 15 mil. Com a pandemia do coronavírus, porém, o estádio vem recebendo jogos da Série A.

Antes da Copa América, o Olímpico sediou a Copa do Mundo sub-17 de 2019, vencida pelo Brasil. A estrutura do estádio fez o governo estadual preferir o Olímpico a nomes mais conhecidos como o Serra Dourada, onde o Goiás costuma mandar seus jogos, e o Antônio Accioly, do Atlético-GO, em condições piores do que o local escolhido como sede da Copa América, segundo fontes ouvidas pelo UOL Esporte.

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