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Em crise, zaga do Cruzeiro vive fase rara antes de enfrentar melhor ataque

Por opção técnica ou lesões, zaga do Cruzeiro tem variado bastante e andou sofrendo além dos costume nos últimos jogos -  Bruno Haddad/Cruzeiro
Por opção técnica ou lesões, zaga do Cruzeiro tem variado bastante e andou sofrendo além dos costume nos últimos jogos Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

19/09/2019 04h00

Nos últimos anos, a solidez de sua defesa foi uma das marcas de um Cruzeiro que tomava poucos gols na temporada. Mas esse não tem sido um ponto forte nos compromissos mais recentes da equipe. Em um momento atípico da temporada, o sinal de alerta no sistema defensivo está aceso, principalmente porque o próximo adversário do time (às 17h deste sábado) é o Flamengo, dono do melhor ataque do Brasileirão, com 42 gols.

No Campeonato Brasileiro do ano passado, o Cruzeiro terminou o torneio com apenas 34 gols sofridos, o quinto melhor entre os participantes. Neste ano, já são 28 bolas vazadas, o que confere ao clube uma estatística quase oposta: a de quarta pior defesa, melhor apenas que Fluminense (29), Goiás e Chapecoense (32). Desde 2006 (quando o Brasileirão passou a ser disputado por 20 clubes), os números da equipe em um primeiro turno só foram melhores que nas edições de 2007, 2009 e 2016. Contando a eliminação da Copa do Brasil para o Internacional, além das partidas contra o Grêmio e Palmeiras, pelo Brasileiro, foram oito tentos levados em apenas três partidas, média de 2,6 por jogo.

A instabilidade da defesa já era vista com Mano Menezes, mas ficou mais evidente depois da chegada de Rogério Ceni e da tentativa de deixar o time mais ofensivo. A estratégia durou pouco tempo e o treinador já deu sinais que repensou como escalar a equipe, agora novamente com dois volantes para proteger a zaga. Outro fator que pode ter contribuído para a queda de rendimento são as mudanças, algumas vezes forçadas, outras por opção técnica, mas que acabam afetando diretamente o entrosamento.

Léo sempre foi titular absoluto, mas o desgaste físico fez com que ele estreasse com Ceni no quinto jogo do treinador. Atuou nas últimas duas partidas, mas fraturou a clavícula e virou novo desfalque. Situação parecida viveu Dedé. Uma torção no tornozelo o tirou de combate por dois compromissos, e ele ainda é dúvida para pegar o Flamengo. Se não tiver condições, Rogério terá que escalar os jovens Fabrício Bruno e Cacá, terceiro e quarto reservas, respectivamente. A dupla já atuou junta contra o CSA, mas o compromisso contra o líder do Brasileirão aumenta consideravelmente a pressão por um bom desempenho em campo.

"Temos que estar preparados. Os desafios são feitos, mas temos que enfrentá-los. Nada melhor que um jogo desses para esses meninos mostrarem força e capacidade. Eles estão prontos, trabalham para esses momentos, para jogos de grande proporção. Isso é o mais importante, vão fazer o melhor para que os resultados apareçam", comentou o volante Henrique.

A preocupação com o ataque do Fla não é à toa. O rubro-negro teve média de 2,3 gols no primeiro turno. Somente Bruno Henrique, Gabigol e Arrascaeta marcaram 31 dos 42 tentos. O poderio que chama atenção também gera outro alerta ao próprio Cruzeiro. Seja com Mano Menezes ou Rogério Ceni, o time segue apresentando problemas para concluir suas jogadas, e hoje tem o terceiro pior ataque, com apenas 16 gols.

De volta à zona de rebaixamento após cinco rodadas, refazer as pazes com as redes será essencial para a Raposa afastar de vez o pesadelo de cair de divisão.

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