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Resgate emocional de Cueva é desafio e motivação na seleção do Peru

Cueva foi titular do Peru na goleada por 5 a 0 sofrida diante do Brasil e saiu aos 21 minutos do segundo tempo - Marcello Zambrana/Agif
Cueva foi titular do Peru na goleada por 5 a 0 sofrida diante do Brasil e saiu aos 21 minutos do segundo tempo Imagem: Marcello Zambrana/Agif

Gabriel Carneiro

Do UOL, em Salvador

28/06/2019 04h00

Abatida pela goleada por 5 a 0 sofrida diante do Brasil no terceiro jogo da fase de grupos, a seleção peruana recolhe os cacos antes de enfrentar o Uruguai amanhã, às 16h, pelas quartas de final da Copa América. Um dos pilares da equipe, reconhecido até pelos adversários como "estrela", é o meia Christian Cueva.

O problema é que ele não vive a melhor fase da carreira, nem na seleção e nem no Santos, clube que defende desde fevereiro.

A visão do departamento de futebol do Peru é que Cueva pode ser o diferencial da seleção nos mata-matas. Por isso, nos últimos dias, ele teve conversas reservadas com o técnico Ricardo Gareca e seus auxiliares e principalmente com o coach da seleção, o ex-meia Juan Cominges, que desempenha a função há menos de um mês na comissão técnica. A ideia é passar motivação a Cueva, mostrar sua importância e o quanto boas atuações, a começar pela partida contra o Uruguai, podem fazê-lo retomar o tempo de glória.

Cueva não é unanimidade entre os torcedores da seleção peruana atualmente. A eliminação na primeira fase da Copa do Mundo da Rússia, que marcou a volta do Peru após 36 anos, recai sobre ele, que perdeu um pênalti na derrota por 1 a 0 contra a Dinamarca. Outra lembrança negativa é a Copa América de 2016, quando o meia também perdeu um pênalti na eliminação das quartas de final. Apesar de ter sido peça fundamental para levar o Peru à Copa, Cueva é visto por muitos como alguém que não se impõe em jogos decisivos.

Meia deu assistência na vitória por 3 a 1 sobre a Bolívia, no Maracanã - Divulgação/@SeleccionPeru
Meia deu assistência na vitória por 3 a 1 sobre a Bolívia, no Maracanã
Imagem: Divulgação/@SeleccionPeru

Para piorar, a realidade no futebol brasileiro também não colabora. Cueva foi vendido pelo São Paulo ao Krasnodar, da Rússia, logo após a Copa do Mundo, em julho de 2018. Apenas sete meses (e 23 jogos) depois foi comprado pelo Santos por um valor inferior. Desde fevereiro atuou 16 vezes pelo novo clube, mas não contribuiu com gols ou assistências e já é questionado pelo técnico Jorge Sampaoli e pela torcida.

É justamente este momento de pressão e futebol em baixa que o Peru espera ver alterado a partir de amanhã. Cueva foi titular nos três jogos da Copa América (empate com a Venezuela, vitória sobre a Bolívia e derrota diante do Brasil), mas não completou nenhuma das partidas. Na única vitória peruana ele chegou a dar assistência para o gol de Guerrero, em um dos momentos que os comandantes da seleção querem que seja resgatado.

Em Salvador, onde a seleção está concentrada desde terça-feira, 15 minutos do treino de ontem foram abertos para que os torcedores demonstrassem apoio ao elenco. Pelo menos até amanhã, eles acreditam em Cueva.

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