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Sampaoli "brigou" por Vila, mas estádio de fato faz diferença em clássico?

Marcello Zambrana/AGIF
Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

12/06/2019 11h00

De tanto o técnico Jorge Sampaoli dizer que prefere jogar na Vila Belmiro, tanto em coletivas de imprensa quanto internamente, o Santos resolveu fazer um agrado ao treinador e mandar o jogo contra o Corinthians no estádio, na noite de hoje, às 21h30, pelo Campeonato Brasileiro.

Esse será apenas o segundo clássico da gestão do presidente José Carlos Peres a ser realizada na Vila. O primeiro foi no ano passado, diante do São Paulo. O mandatário prefere sempre atuar no Pacaembu e registrou o maior público da temporada justamente contra o Corinthians no estádio da capital: 37.731 pagantes para uma renda de quase R$ 1,5 mi.

No entanto, atuar na Vila Belmiro realmente faz a diferença em clássicos? Para responder essa questão, o UOL Esporte levantou os últimos clássicos realizados em ambos os estádios desde 2013, após a saída de Neymar.

Desde que o antigo camisa 11 deixou o Peixe rumo ao Barcelona (ESP), o Santos realizou 26 clássicos na Vila Belmiro. Foram 18 vitórias, cinco empates e três derrotas, um aproveitamento de 75,6%. O Peixe marcou 44 gols e sofreu 19.

O melhor desempenho ocorreu no ano de 2015, quando o time comandado por Dorival Jr ficou invicto nos clássicos, vencendo oito e empatando um, todos na Vila.

Já no Pacaembu foram apenas sete clássicos realizados desde então, com quatro vitórias, dois empates e uma derrota: um aproveitamento de 66,6%. No estádio da capital, o Peixe marcou sete gols e sofreu três.

Além de Sampaoli, o capitão Victor Ferraz e o meia-atacante Soteldo recentemente deixaram claro que preferem atuar no estádio da Baixada Santista.

Os últimos dois jogos do Peixe, ambos contra o Atlético-MG, terminaram com resultados diferentes: derrota e eliminação da Copa do Brasil no Pacaembu e vitória no Brasileiro dentro da Vila. No entanto, o próprio Sampaoli afirmou que o resultado do torneio mata-mata não teria sido necessariamente diferente caso o Santos tivesse atuado no outro estádio.

"O resultado não tem a ver com o lugar onde jogamos. Fizemos bons 20 minutos, depois deixamos de jogar e o rival se aproveitou. Foi o jogo que mais finalizamos e não tivemos eficácia", opinou.