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Seleção toma banho de água gelada no Pacaembu, e Filipe Luís faz cobrança

Filipe Luís reclamou da estrutura oferecida à seleção brasileira no treinamento de hoje (11), no Pacaembu - Jales Valquer/Estadão Conteúdo
Filipe Luís reclamou da estrutura oferecida à seleção brasileira no treinamento de hoje (11), no Pacaembu Imagem: Jales Valquer/Estadão Conteúdo

Bruno Grossi, Danilo Lavieri, Marcel Rizzo e Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

11/06/2019 19h11

A seleção brasileira passou por uma situação inusitada após o treino de hoje no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Alguns jogadores tiveram que tomar banho de água gelada porque o sistema de aquecimento dos vestiários não funcionou.

Filipe Luís, entrevistado do dia, chegou à sala de imprensa com os braços cruzados e nitidamente com sinais de frio. Depois de responder a segunda pergunta, ele interrompeu a sua entrevista para explicar a situação: "Desculpa gente, eu estou com muito frio. É que a água lá estava gelada", afirmou o lateral esquerdo.

Depois, em outro momento, o jogador voltou a falar do tema. "Eu não tomo banho frio nunca. Em Brasília também estava frio, uma coisa que surpreende, estádios novos, esperávamos mais. Hoje em dia o Brasil, com estádios da Copa, esperamos sempre que esteja mais parecido com a Europa", completou.

Segundo relatos dos atletas, a água estava oscilando e alguns conseguiram pegar a água quente. Parte deles, no entanto, teve que enfrentar o frio para a higienização.

COL: seleção não entendeu funcionamento do chuveiro

Procurado pela reportagem, o Comitê Organizador Local (COL) da Copa América informou que "todos os chuveiros estavam com água quente em perfeito funcionamento, testados, inclusive, antes da chegada da Seleção Brasileira. Foi explicado à delegação do Brasil que o funcionamento dos chuveiros era a gás, sendo necessário ligar a água quente primeiro, para depois regular a temperatura".

Hoje, a seleção da Bolívia também enfrentou problemas na organização da competição. Adversários do Brasil na estreia, na sexta-feira, eles foram ao CT do São Paulo para o treino, mas não tinham um vestiário adequado.

Além do problema de vestiário, a imprensa também enfrentou alguns problemas no estádio. Não havia nenhuma conexão de internet disponível para os repórteres. A sala de entrevista tem capacidade para 20 pessoas, mas recebeu pelo menos 60 funcionários. Além disso, a sala com mesas que em dias de jogos normais são usadas pelos jornalistas ficou ocupada por convidados dos patrocinadores.

O protocolo da Copa América indica que três dias antes do jogo a organização das partidas, tanto para as seleções quanto para os jornalistas, fica a cargo do Comitê Organizador Local. O UOL Esporte pediu uma posição da assessoria da organização e aguarda pela resposta.

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