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Lembra do russo que virou meme em 2018? Empresa quer ele na Copa América

Russo Yuri Torski posoucom mascote da seleção brasileira durante a Copa do Mundo 2018 - Divulgação/CBF
Russo Yuri Torski posoucom mascote da seleção brasileira durante a Copa do Mundo 2018
Imagem: Divulgação/CBF

Danilo Lavieri, Marcel Rizzo e Pedro Lopes

do UOL, em Porto Alegre

08/06/2019 04h00

Classificação e Jogos

Yuri Torski realizaria um sonho: além de conhecer o Brasil, veria jogos da seleção de Tite na Copa América e, ao menos na abertura, entraria no campo do Morumbi em Brasil x Bolívia, no dia 14 de junho, para entregar o prêmio de melhor jogador da partida. O sonho, porém, ficou distante depois que a empresa em que trabalha vetou a viagem. Mas ainda ainda resta um fio de esperança.

Mas você se lembra de Yuri Torski? Um ano atrás o russo de 35 anos se tornou o torcedor símbolo do Brasil na Copa do Mundo. Morador de Samara, onde a seleção venceu o México nas oitavas de final, ficou famoso ao posar para um foto com uma bandeira do Brasil e uma feição peculiar.

Torski ganhou o apelido de "psicopata do Hexa', ou "meme da Copa", teve sua conta no VK, o Facebook russo, recheada de mensagens por brasileiros e acabou convidado por outros torcedores para ir a Kazan, no jogo seguinte do Brasil, a derrota por 2 a 1 para a Bélgica nas quartas de final. Deu entrevistas, contou seu amor pelo Brasil e agora, um ano depois de tudo isso, foi convidado pela Ambev, que tem a marca de cerveja Brahma patrocinando a Copa América, e pela agência África, que faz as campanhas, para vir ao Brasil acompanhar a competição e, claro, participar de ativações para o torneio.

Russo Yuri Torski  - Reprodução - Reprodução
Russo Yuri Torski chegou a posar com logo da Copa América 2019 ao fundo. Empresa inda tenta trazer o personagem que viralizou na Copa 2018
Imagem: Reprodução

Engenheiro espacial, ele trabalha em uma fábrica de foguetes, a CSKB Progresso - empresa militar que construiu a espaçonave que levou o primeiro homem ao espaço, o russo Yuri Gagarin, em 1961. Na época da Copa já havia contado que era difícil ganhar dias de folga por causa do emprego.

Em um post no Instagram relatou a impossibilidade de vir ao Brasil na Copa América, citando a negativa da permissão, e agradeceu as duas empresas que patrocinariam sua viagem. A África e a Ambev, porém, ainda têm uma esperança de que algo possa mudar nos próximos dias.

"Brahma convidou o Yuri porque ele torce muito para a Seleção Brasileira e se tornou um dos símbolos da torcida no Mundial da Rússia. Queremos realizar o sonho dele de conhecer o Brasil e acompanhar nossa torcida Nº1 nos estádios durante a Copa América. Até o momento, ele não teve a liberação do emprego para passar alguns dias no Brasil, mas, mesmo que pareça difícil, continuamos tentando trazê-lo para se juntar a nossa torcida", informou a empresa, por meio de nota.

Uma das ideias para que Torski era que ele entregasse o prêmio de melhor jogador da abertura, que terá a Brahma como patrocinadora do troféu. Ele, claro, deveria também ir a todos os jogos do Brasil na primeira fase -- além da estreia contra a Bolívia o confronto do dia 18 de junho frente a Venezuela, em Salvador, e do dia 22 de junho contra o Peru em São Paulo, na Arena Corinthians.

"O sonho está quebrado, não posso descrever como estou triste", escreveu Torski em seu Instagram.

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