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Inter se anima com valorização do elenco e volta ao mercado como vendedor

Iago é o jogador mais valorizado do grupo do Inter nas últimas semanas e deve deixar o clube - Ricardo Duarte/Inter
Iago é o jogador mais valorizado do grupo do Inter nas últimas semanas e deve deixar o clube Imagem: Ricardo Duarte/Inter

Jeremias Wernek e Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

31/05/2019 04h00

O Internacional está animado com as campanhas recentes e seus reflexos. Dois anos após jogar a Série B do Campeonato Brasileiro, o clube colhe os frutos por apresentar bons resultados em campo. O efeito mais impactante, fora dos pontos na tabela, está na valorização do elenco perante o mercado da bola. O Colorado volta a se enxergar como clube vendedor.

Durante pouco mais de uma década, o Inter usou a fórmula de captar, formar e vender jogadores para crescer. A saída de Diogo Rincón, em 2002, abriu esse planejamento que colocou o time gaúcho como líder de vendas no futebol brasileiro durante anos.

Depois de 2013, com Fred no Shakhtar Donetsk, o Inter passou a conviver com saídas menos impactantes em seus cofres. Em 2017, o clube chegou a ser obrigado a vender William por valor considerado abaixo de mercado - em virtude do contrato perto do final.

No ano passado, mesmo com terceiro lugar no Brasileirão, ninguém rendeu dinheiro aos cofres do Internacional. A leitura, no entanto, é que o desempenho de 2018 ficou acumulado e agora tem gerado interesses.

"Nossos jogadores estão valorizados pela boa campanha que fazemos. É natural que tenham interessados. E que bom. Isso reflete o trabalho que temos feito aqui no Inter", disse Marcelo Medeiros, presidente do Internacional.

Patrick, titular na campanha surpreendente da temporada passada, já foi procurado por clubes turcos. Victor Cuesta também andou na mira de equipes do exterior. Sarrafiore igualmente recebeu ofertas. Mas nada se compara a Iago, lateral esquerdo.

O camisa 28 é o exemplo de negócio que o Inter sonha voltar a fazer. Aos 22 anos, Iago foi chamado para o Torneio de Toulon, na França, e é visto como um ativo valioso por ser jovem. A regularidade no time de Odair Hellmann ajuda, mas a idade vale mais.

"Que bom que os clubes estão observando, que os europeus, principalmente, estão atentos aos nossos jogadores. Não fazemos uma venda há bastante tempo, desde 2017, se não me engano, e é uma situação muito importante para o clube", disse Roberto Melo, vice de futebol.

A importância está nos números. Em recuperação financeira, o Internacional admite sem pudor que carece de uma grande negociação para melhorar suas contas. Rodrigo Dourado, capitão do time, já deixou de ser a primeira opção para ajudar a financiar a temporada. A bola da vez é Iago e o fato de o jovem estar ali já anima o clube gaúcho.

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