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Julião vê Fred 'no mesmo patamar de Henry' e torce por volta ao Fluminense

Para lateral, "Fluminense é a cara do Fred" - Thiago Ribeiro/AGIF
Para lateral, 'Fluminense é a cara do Fred' Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Do UOL, em São Paulo

22/11/2018 14h54

Contratado pelo Cruzeiro no início de 2018, o atacante Fred ainda deixa saudades no Fluminense, onde atuou entre 2009 e 2016. Pelo menos é o que mostra o lateral direito Igor Julião.

Em entrevista divulgada nesta quinta-feira (22) pelo canal Segue o Baile no YouTube, o jogador se mostrou animado com a possibilidade um possível retorno do centroavante às Laranjeiras no futuro. Para ele, as portas estão abertas.

“Toda vez que eu vejo uma matéria dessas, eu falo: ‘pelo amor de Deus, ele precisa voltar’. Acho que o Fluminense é a cara do Fred. Todo mundo gosta dele, é o nosso maior ídolo recente. Espero que ele volte. Fico feliz da vida quando vejo uma matéria dessas. Acho que, se ele voltar, a torcida vai abraçar ele, vai ser super bem-vindo”, disse o lateral.

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Promovido ao elenco profissional do Flu em 2012, Igor Julião se lembra de quando “chegava para treinar, olhava Fred, Deco, Thiago Neves, e falava: ‘cara, que grupo é esse?’”. Sem esconder sua admiração por Fred, o lateral compara o ex-camisa 9 da seleção brasileira ao francês Thierry Henry.

“Para mim, está no mesmo patamar do Henry. Por futebol, por qualidade, por conquistas. Vou guardar para o resto da vida. O Fred é um fenômeno. Nunca vi ninguém tão inteligente dentro de campo, de noção de espaço, de finalização”, disse Igor Julião, que atuou na MLS em 2014 e em 2017, defendendo o Sporting Kansas City.

Na primeira passagem, teve a oportunidade de jogar contra o próprio Henry – e teve trabalho. “Aí você entende e fala: ‘um cara desses merece cada centavo que ganha no futebol’. Ele não é um ser humano normal. A facilidade com que ele jogava naquela idade era uma parada bizarra”, brinca.

Na reta final de 2018, o Fluminense ainda busca o título da Copa Sul-Americana para assegurar ao clube o primeiro grande título internacional de sua história. E mesmo com a derrota para o Atlético-PR por 2 a 0 no primeiro jogo das semifinais, em Curitiba, Igor Julião crê em chances de reverter o resultado no jogo de volta, dia 28, no Maracanã.

“A gente sabe que é difícil. O time do Atlético é difícil, mas quando se trata de Fluminense, essas coisas ficam meio de lado”, disse, lembrando as trajetórias do time até as finais da Libertadores de 2008 e para evitar o rebaixamento no Brasileirão de 2009. “É isso que gera confiança para a gente. O grupo está motivado, a gente trabalha todos os dias, conversa, faz planos. Essa energia boa está passando, contaminando. Estou bem confiante”, completou.

O lado sociopolítico do futebol

Em sua entrevista, Igor Julião mostrou um discurso fortemente politizado a respeito do futebol. O lateral defendeu um acesso maior a jogos de futebol, especialmente a torcedores de baixa renda.

“Fui criado indo ao Maracanã, tendo uma geral na época pagando R$ 2, R$ 3. Hoje você vai ao estádio e paga R$ 150. Isso, para mim, é político envolvido. Você está gourmetizando o futebol, uma coisa que é do povo. Estra virando um esporte elitizado. Futebol não é isso”, disse, indo além.

“O trabalhador precisa ter acesso. As crianças do ensino público, para mim, tinham que estar em todos os jogos. São crianças apaixonadas que se espelham, querem um dia ser um jogador de futebol. Mas não é isso que está acontecendo. É um meio cada vez mais elitizado”, completou.

Ainda segundo o jogador do Flu, “poucos têm dinheiro para ir aos jogos”.

“O futebol é um espaço político e deve ser discutido isso. A elite brasileira tem dinheiro para fazer o que quiser um final de semana, para fazer o esporte que quiser, para ter o entretenimento que quiser. Muitas famílias pegam o dinheiro de um salário baixíssimo para ir para um jogo de futebol. Acho que tem que ter um espaço maior”, acrescentou.

Confira a entrevista:

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