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Por cor de chapa na eleição, Bandeira vai à Justiça contra decisão do Fla

Eduardo Bandeira de Mello pode até ser eliminado do quadro social do Flamengo  - Júlio César Guimarães/ UOL
Eduardo Bandeira de Mello pode até ser eliminado do quadro social do Flamengo Imagem: Júlio César Guimarães/ UOL

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

26/09/2018 18h54

Os bastidores do Flamengo fervilham por conta da eleição presidencial de dezembro. O ato mais recente envolveu uma iniciativa inédita na história centenária do Rubro-negro. Atual mandatário, Eduardo Bandeira de Mello, representando o clube, ingressou na Justiça contra a também inédita decisão do Conselho de Administração e da Comissão Eleitoral. O pedido é para que uma ação em andamento seja favorável ao seu candidato, o vice de futebol Ricardo Lomba.

A questão teve origem na disputa pelas cores das chapas no pleito de dezembro. Situação e oposição (Rodolfo Landim) protocolaram a inscrição com o pedido de utilização da cor azul. O objetivo é claro. Como o grupo original se elegeu em 2012 com a cor em questão, ela naturalmente ficou ligada aos administradores responsáveis pela recuperação econômica do Flamengo.

Acontece que o grupo se dissolveu com o passar do tempo e os dois lados se julgam donos da “Chapa Azul”. Ambos, inclusive, acreditam que um bom número de associados vota pela cor, ligando-a diretamente ao grupo e sem nem sequer ter o conhecimento dos integrantes que compõem a chapa.

A questão dura algumas semanas e envolve até ordem de chegada na sede da Gávea para a inscrição. As duas acabaram protocoladas ao mesmo tempo por Marcos Braz - presidente em exercício do Conselho de Administração - já que ninguém abriu mão do direito. Na sequência, a Comissão Eleitoral, diante do impasse, anulou a cor azul da eleição e solicitou que as chapas apresentassem cores alternativas. A decisão foi inédita no clube e motivou uma série de discussões.

A situação, através do coordenador Bruno Barki, ingressou na Justiça contra o clube para ter o direito de utilizar a cor azul. A liminar, no entanto, foi indeferida. Há um prazo de 15 dias para contestar a decisão, no qual o presidente Eduardo Bandeira de Mello entrou no circuito contra a decisão interna de um poder do Clube de Regatas do Flamengo.

Como réu, o mandatário, com procuração entregue ao escritório Dubeux, Pessanha & Cid Advogados Associados, pediu ao juiz que desse a liminar favorável ao autor. Neste caso, fazendo valer o desejo da chapa de Ricardo Lomba contra o Flamengo.

A atitude caiu como uma bomba nos corredores do clube. De acordo com o Estatuto (artigos 129, inciso IV e 37), o presidente se torna obrigado a respeitar as deliberações dos demais poderes, podendo ser suspenso, eliminado ou perder o mandato.

Vice-presidente na chapa de Rodolfo Landim e presidente do Conselho Deliberativo, Rodrigo Dunshee já abriu um inquérito interno contra Eduardo Bandeira de Mello e as chances de que ele seja eliminado do quadro social são reais. Vale lembrar que o mandatário, que está em reta final de gestão, tem dois pedidos de impeachment protocolados no Code por suposto uso do clube na campanha política para deputado federal.

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