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Oposição se reúne e alinha sonhada união para superar Eurico no Vasco

Eurico Miranda poderá ter uma disputa mais acirrada na eleição do Vasco - Pedro Ivo Almeida / UOL Esporte
Eurico Miranda poderá ter uma disputa mais acirrada na eleição do Vasco Imagem: Pedro Ivo Almeida / UOL Esporte

Bruno Braz e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, no Rio de Janeiro

25/10/2017 04h00

A eleição do Vasco ganhou um novo e surpreendente capítulo na noite da última terça-feira (24). Após semanas de discussões, ataques e uma chance quase descartada de união, as duas principais correntes de oposição do Cruzmaltino sentaram para dialogar de olho na votação do próximo dia 7. E o saldo do encontro entre os líderes das chapas de Fernando Horta e Júlio Brant foi considerado positivo pelos dois grupos.

Diante de um cenário que apontava para a vitória de Eurico Miranda em uma eleição com várias chapas de oposição, os "cardeais" de Brant e Horta se reuniram numa última tentativa de juntar votos e superar o atual presidente.

O encontro, mantido em sigilo até então, foi liderado por duas das principais figuras do cenário político de São Januário: Jorge Salgado (aliado de Horta) e Olavo Monteiro de Carvalho (apoiador de Brant).

Pelo lado de Fernando Horta, além de Salgado e do próprio candidato, ainda esteve à mesa José Luiz Moreira. Já Júlio Brant, ao lado de Olavo, ainda teve a companhia de José Carlos Osório e Nelson Sendas, seu vice.

Fernando Horta e Julio Brant se aproximam de união na oposição do Vasco - Divulgação - Divulgação
Fernando Horta e Julio Brant se aproximam de união na oposição do Vasco
Imagem: Divulgação

Na pauta, estratégias para o dia 7 de novembro e divisões de cargos e cadeiras no Conselho Deliberativo em caso de vitória. O clima foi tranquilo e definições podem ocorrer até o final desta semana. O cenário é considerado uma reviravolta, visto que os dois grupos não falavam a mesma língua até o último fim de semana.

Com uma possível união entre Horta e Brant, quem perde força é Alexandre Campello, terceiro candidato de oposição. Diante do cenário, um alinhamento de Campello não está descartado. Parte de seu grupo, inclusive, defende a união das oposições.

Campello e Brant foram os primeiros a se reunir em prol de uma possível junção, mas nunca conseguiram chegar a um denominador comum sobre o critério a estabelecer para nomear o cabeça da chapa. O grupo do médico sempre desejou uma prévia, já o do executivo prefere pesquisa.

Ações contra suspeitas de mensalão

Paralelamente às tentativas de união, as oposições do Vasco travam batalhas administrativas e jurídicas para dar transparência ao pleito cruzmaltino. A chapa “Mudança com Segurança”, de Fernando Horta, notificou semana passada na secretaria do clube um levantamento onde suspeitam de irregularidades na lista de sócios aptos a voto. Três dias depois, a diretoria rebateu e a tendência é a de que o imbróglio tome o caminho dos tribunais.

Em outra vertente, também há movimentações para impedir que Eurico Miranda consiga conceder 28 títulos honoríficos por meio do Conselho. Vale salientar que a eleição do Vasco é indireta e, após o resultado das urnas, os 150 conselheiros natos se juntam aos 120 indicados pelo vencedor e aos 30 do segundo colocado para votarem o novo presidente do clube.

Na avaliação de Otto Carvalho, responsável pela notificação, presidente do Conselho Fiscal e aliado de Horta, Eurico se complicará caso os supostos “mensaleiros” sejam vetados da eleição.

“Sem o mensalão o Eurico não consegue mais do que 800 votos”, disse ao UOL Esporte em entrevista na semana passada no barracão da Unidos da Tijuca, escola de samba presidida por Horta.

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