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Ídolo do Boca escapou da prisão ao prometer não fazer gol a policial

Rojitas (esq) e Riquelme, dois dos maiores jogadores da história do Boca - Reprodução/Site oficial
Rojitas (esq) e Riquelme, dois dos maiores jogadores da história do Boca Imagem: Reprodução/Site oficial

Do UOL, em São Paulo

28/02/2017 06h00

Ángel Clemente Rojas, ou apenas Rojitas, foi um dos maiores ídolos do Boca Juniors e uma referência no futebol argentino. Revelado pelo clube xeneize, ele deixou uma ótima impressão logo na estreia como profissional. No entanto, por pouco o atacante não trocou o jogo de estreia pela prisão. Foi uma promessa de não fazer gol a um policial que o salvou.

Quem conta a história que aconteceu em 1963 é Pablo Ramos, famoso escritor argentino e filho de um antigo amigo de Rojitas. Na véspera da partida entre Boca e Vélez Sarsfield, Rojitas estava com três amigos no início da madrugada quando decidiram ir conhecer a nova casa do jogador.

Segundo o relato, Rojitas não havia bebido e dirigia mal. No caminho, foi parado por um policial a um quarteirão do destino. Mas havia dois problemas: ele estava na contramão e não tinha habilitação para dirigir. 

Rojitas já era famoso por ter marcado três gols no Uruguai em um amistoso. E aí sua falta de sorte falou mais alto: o policial era filho de uruguaios e, para piorar, torcida para o Vélez, o adversário do Boca no dia seguinte.

"Acho que vou te colocar na prisão para dar uma satisfação a meus pais e para que você não faça nenhum gol na gente amanhã", disse o policial.

Foi quando surgiu a promessa de Rojitas. "Se o senhor me deixar ir embora, não faço nenhum gol no Vélez". O policial o liberou e Rojitas cumpriu sua promessa. Mas com um porém: em duas boas jogadas, o atacante deixou Corbatta livre duas vezes para fazer dois dos três gols da vitória por 3 a 1 do Boca sobre o Vélez.

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