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Presidente corintiano promete romper diálogo com organizadas após invasão

Gustavo Franceschini

Do UOL, em São Paulo

03/02/2014 12h48

O presidente do Corinthians, Mario Gobbi, afirmou que o clube não conversará mais com as torcidas organizadas após a invasão de mais de cem torcedores ao CT Joaquim Grava, no último sábado. O ato ocorreu após a derrota para o Santos por 5 a 1 no clássico disputado na quarta-feira passada.

“Não há a menor intenção de diálogo. As coisas chegaram a um ponto em que está difícil qualquer tipo de conversa, uma vez que o abalo é geral. No futebol, você nunca diz nunca mais, nem na vida. Mas não há clima para diálogo. As mágoas são profundas”, comentou Gobbi.

O dirigente também falou sobre outras conversas que a diretoria do clube teve com as organizadas, no ano passado, e disse que o caso atual foi diferente. “Nunca invadiram, foi a primeira vez. Vieram aqui fazer protesto lá no portão e a diretoria de futebol, acertadamente, recebeu uma comissão pra conversar. Terminou na conversa e eles foram embora.”

“Direito de manifestação é sagrado. Invadir a propriedade, lesionar terceiros e causar danos ao patrimônio alheio não é. O diálogo era mantido com essa condição. Quando ultrapassam para a ação ilícita, não há mais diálogo”, analisou o presidente corintiano.

Agressões e terror

A invasão do grupo de torcedores revoltados fez o Corinthians viver um dia de pânico no sábado. Durante mais de três horas, o elenco ficou trancafiado no vestiário com acesso restrito a comida e bebida.

O atacante peruano Paolo Guerrero demorou a entrar na sala com os companheiros e chegou a ser agredido pelos vândalos. Depois de horas de muita pressão e violência, funcionários, jogadores e dirigentes do clube saíram com a sensação de que nunca tinham visto algo parecido com o ocorrido.

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