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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Neymar e nenhuma mulher: Futebol brasileiro vai mal

Neymar é fotografado caído no gramado em jogo da seleção brasileira; jogador virou alvo de brincadeira da TNT Sports Argentina - Reprodução/Twitter
Neymar é fotografado caído no gramado em jogo da seleção brasileira; jogador virou alvo de brincadeira da TNT Sports Argentina Imagem: Reprodução/Twitter
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

08/10/2021 15h31Atualizada em 08/10/2021 16h31

Neymar é o único brasileiro na lista dos 30 indicados só Troféu Bola de Ouro. Na lista feminina, com 20 nomes, nenhuma brasileira. Ederson está indicado como possível melhor goleiro. E entre os indicados como melhor sub-21, nenhum brasileiro. Zero.

Listas são listas, algumas com muito prestígio como esta e outras, não. Mas é possível fazer algumas considerações.

Estamos mal no presente e no futuro. Apenas Neymar e nenhum sub-20. As contestações apenas mostram o buraco fundo. Marquinhos? Sim, é bom, mas é zagueiro. Não mudaria o sentimento de que perdemos, em algum lugar, nossa força. Ah, tem o Jorginho. Olha, Jorginho nasceu no Brasil, mas, futebolisticamente falando, não é brasileiro. Formou-se na Itália. É italiano. Pronto. Não é por exemplo, como Rochelle Nunes e Barbara Timo, judocas formadas no Brasil e que competem por Portugal.

A Argentina tem dois. A Argelia tem um. Sim, o Brasil se iguala à Argélia de Mahrez.

Neymar é o único. E não tem chances de vencer. Não é o seu melhor momento.

E a Marta? E a Formiga? E a Cristiane? A surpresa de um leigo é indicativo de que o futebol feminino vai mal. Formiga está se aposentando, Cristiane não é mais da seleção. E Marta está fora, justa ou injustamente.

Estas três jogadoras estão juntas, comandando o futebol feminino desde 2004 e 2008, quando o Brasil ganhou duas pratas olímpicas. Hoje, os resultados são piores e a renovação recém começa.

A seleção de Tite vence sem parar aqui na América do Sul, mas é ilusório. Das últimas cinco edições da Copa América, venceu uma. E qual jogador brasileiro, além de Neymar, faz sucesso na Europa?

É hora de pensar em soluções para o futebol brasileiro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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