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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Sao Paulo está certo: contratações afastam crise e trazem dinheiro

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

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29/03/2021 15h27Atualizada em 29/03/2021 15h27

Em 2008, eu cobria o Corinthians. O clube vivia um drama. Dias tensos pela queda. E Andrés recebeu dirigentes do Barcelona. O resumo da conversa foi o seguinte: o Barça havia saído de uma crise imensa com apoio da torcida. Com um time reforçado com contratações.

Andres seguiu o roteiro. Contratou Mano Menezes, treinador de Série A. Trouxe William, Chicão, Alessandro e Elias. No ano seguinte, Ronaldo Fenômeno. O resto da história é conhecido.

A situação do São Paulo tem semelhanças. O time não caiu, mas tem nenhum de nove anos e muitas dívidas, um total de R$ 580 milhões, sendo R$ 12 milhões para Daniel Alves. E sem patrocinador.

O que deve ser feito? Uma retração total de investimento no futebol? Deixar de reforçar um time que se desmilinguiu todo na reta final do Brasil.

É preciso lembrar que as premiações dos campeonatos são importantes fonte de renda. Cada jogo como mandante na Libertadores vale $ 1 milhão de dólares (R$ 5,8 milhões). Nas oitavas, o valor é de $ 1,05 milhão de dólares (R$ 6,1 milhões) e nas quartas é de US$ 1,5 milhão (R$ 8,7 milhão). Um total de R$ 32,2 milhões.

O orçamento do São Paulo para contratações em todo o ano é de R$ 25 milhões.

Vale a pena pensar grande.

E a Copa do Brasil?

Quem chegar às quartas, arrecada R$7,85 milhões. Também é bom.

Arriscar é muito mais saudável do que ficar quietinho no canto, vendo a banda passar.

E a dívida?

Deve ser encarada com seriedade. Buscar fontes de renda como um bom patrocinador, o programa de sócio torcedor e acordo com credores para alongamento do prazo a pagar.

Deixar o futebol à míngua, seria terrível.

E é bom repetir que o orçamento está sendo cumprido.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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