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River cria rótulo de chorão para Boca e vê título como justo

Javier Soriano/AFP
Imagem: Javier Soriano/AFP

João Henrique Marques

Do UOL, em Madri

10/12/2018 08h27

Para a final da Libertadores, a torcida do River Plate criou uma música cantada a todo momento no Santiago Bernabéu: "o covarde do Tevez vocês mandaram para a televisão pedindo que não se jogue. Estão todos com medo, mortos de medo", gritaram empolgados com o novo hit. Foi o tom dado pelo clube campeão da competição sobre o arquirrival Boca Juniors. Um rótulo de chorão criado pelo adiamento da decisão e sua transferência à Madri. O duelo, que acabou em 3 a 1 para o River na prorrogação, foi considerado como título justo por todos na equipe.

"Se você olhar ao longo da competição, fomos os melhores. Sabíamos que temos mais qualidades que o Boca, e uma prova disso foi o jogo ser realizado aqui por estratégia deles. Agora não adianta reclamar, ganhamos na bola", disse o capitão do River Plate, Leo Ponzio.

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"Eles falaram muito, reclamaram muito e tentaram nos irritar. O clube se posicionou contra o jogo aqui, mas nós jogadores queríamos aproveitar a oportunidade histórica. Se fez justiça por aqui não só pelo jogo, mas a Libertadores inteira", destacou o colombiano Quintero, o autor do segundo gol do River.

A euforia do River Plate após o jogo terminou em provocação. Em vídeo gravado dentro dos vestiários pelo meia Pity Martinez, alguns jogadores aparecem cantando ao fundo: "Angelici ladrão, Angelici, ladrão". Palavras dirigidas ao presidente do Boca Juniors, Daniel Angelici, que pediu à Conmebol para declarar o clube como campeão da Libertadores após os incidentes contra o ônibus do time em Buenos Aires.

"Não vamos falar deles aqui. Querem muito espaço, e não queriam nem jogar. O River foi campeão de forma linda e isso que precisa ser destacado", disse o zagueiro do River, Maidana.

O Boca Juniors ainda vive a possibilidade de entrar com recurso pedindo a anulação do jogo. Foram várias vezes que o presidente do clube declarou ser de direito o título da Libertadores ao time, por conta da confusão envolvendo o ônibus da equipe no caminho para o Monumental de Nuñez.

"Terminou. Para mim está terminada, não tem o que discutir", avisou o treinador do Boca Juniors, Guillermo Schelotto, ao fim do jogo.

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