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Jejum em clássicos e vaias marcam nova turbulência de Cirino no Fla

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

22/03/2016 06h00

Marcelo Cirino segue sem corresponder no Flamengo. Contratado para ser um dos principais nomes do time no início de 2015, o camisa 7 ainda não cumpriu o objetivo e entrou em nova turbulência no Rubro-negro. Já são 12 clássicos disputados e nenhum gol marcado. O atacante deixou o gramado do Pacaembu vaiado no último domingo (20) e viu que conquistar a torcida será uma missão cada vez mais difícil.

A maioria dos torcedores demonstra impaciência com o jogador. Por ter sido um dos integrantes do “Bonde da Stella” na temporada passada, Cirino enfrenta resistência cada vez maior dos rubro-negros. Ele até fez três gols em 2016, mas luta para provar que pode render mais do que apenas em jogos contra os times considerados pequenos no Campeonato Carioca.

Em 2015, o atacante brilhou nas primeiras partidas pelo Flamengo. Ele fechou o ano com 11 gols, sendo que nove deles foram marcados no Estadual - até março. O fato de não balançar as redes em clássicos o incomoda. Mais do que isso. Cirino não costuma se apresentar bem nos duelos contra os principais rivais.

As vaias e xingamentos no Pacaembu deixaram claro que Marcelo precisará mais do que a confiança do técnico Muricy Ramalho para cair nas graças da torcida.

“A cobrança é a mesma. Claro que a minha característica não é a de finalizador, mas tenho capacidade e cobro gols em clássicos. Tenho a certeza de que isso vai acontecer naturalmente”, afirmou o jogador, na última semana.

O atacante é titular do Flamengo no trio ofensivo formado com Emerson Sheik e Paolo Guerrero. Ele, inclusive, tem sofrido com o desgaste físico por conta dos jogos e viagens. Não faltam adversários para Cirino driblar e todos no Flamengo esperam uma rápida resposta.

Marcelo Cirino pertence ao Atlético-PR, com o qual tem contrato até 2019, e tem acordo de empréstimo válido até o fim de 2017 com os cariocas. Os direitos econômicos estão divididos entre o Atlético-PR (50%) e o grupo Doyen (50%). O Flamengo paga R$ 2 milhões por ano aos paranaenses pelo empréstimo, além dos salários - cerca de R$ 200 mil mensais.

O Doyen pagou R$ 16 milhões por 50% dos direitos econômicos de Cirino no fim de 2014 e costurou o empréstimo ao Flamengo com cláusulas que o protegem. Para recuperar o investimento, o Rubro-negro precisa vendê-lo por pelo menos 3,5 milhões de euros (R$ 14,2 milhões, hoje) até o fim do empréstimo ou pode quitar a dívida do Doyen para adquirir os direitos econômicos. Segundo previsto no acordo, o Flamengo também tem direito a 20% da receita de transferência caso uma eventual venda ultrapasse o valor de 3,5 milhões de euros.

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