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Título do Palmeiras tira peso do 7 a 1 e reforça lado vencedor de Felipão

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

25/11/2018 19h04

A conquista do primeiro título de Campeonato Brasileiro à frente do Palmeiras, neste domingo (25), ajuda Luiz Felipe Scolari a apagar um pouco o 7 a 1 da memória do torcedor. Bastante marcado pela vexatória eliminação da seleção na Copa do Mundo de 2014 e com resquícios do rebaixamento alviverde em 2012, o treinador desembarcou para a sua terceira passagem na Academia de Futebol sob completa desconfiança.

Chamado de ultrapassado por boa parte da crítica, ele trouxe Paulo Turra como seu auxiliar e mostrou que merece ser lembrado pelo lado vencedor. Agora, ele aumenta a lista de conquistas comandando a equipe paulista: Copa do Brasil, Copa Mercosul e Libertadores são alguns dos títulos do clube que têm a sua marca.

A taça conquistada após a vitória por 1 a 0 sobre o Vasco em São Januário reforça a tese dos que defendem Felipão como um dos maiores - talvez o maior - da história palmeirense. Seus principais rivais são Oswaldo Brandão e Vanderlei Luxemburgo.

O Cruzmaltino, adversário deste domingo, foi o mesmo a impedir o título de Scolari em 1997. Depois de 21 anos, no entanto, o sonhado troféu do principal campeonato do país chegou ao Palmeiras sob comando do treinador.

A conquista foi histórica, com diversos recordes e quebras de tabu. O time fez a maior sequência de invencibilidade da era dos pontos corridos, superando o Corinthians, conseguiu uma das maiores de sua própria história no Brasileirão e se destacou pela manutenção da consistência mesmo com a troca de atletas.

Na trajetória, o torcedor terá vitórias que ficarão para sempre na memória, como a em cima do São Paulo, no Morumbi, quebrando tabu que durava desde 2002.

Mata-mata era prioridade

Curiosamente, a aposta deu certo onde ninguém esperava: em um campeonato de pontos corridos. A vontade de vencer a Libertadores e Copa do Brasil era clara em todas as esferas palmeirenses, de torcida à diretoria. Não à toa, o prêmio destinado apenas ao comandante pela conquista é de R$ 1,5 milhão. Seria de R$ 2 milhões se o título fosse o do torneio continental.

Para conseguir a conquista, Felipão reforçou uma das marcas que sempre pautaram a sua carreira, a formação de um grupo. Com o sistema de rodízio que nunca teve tanto sucesso no Brasil, conseguiu levar o calendário do país rodando todo o elenco e contou com o suporte de um bastidor absolutamente tranquilo no Alviverde se comparado com a sua última passagem, que terminou em 2012.

O comandante contou com suporte de toda a diretoria, bem diferente do que o treinador viveu com Arnaldo Tirone e Roberto Frizzo, presidente e vice daquela época. O suporte financeiro da Crefisa não foi determinante desde a chegada de Felipão, mas foi indispensável na formação da base usada por ele. Há seis anos, sua briga para conseguir qualquer real de investimento era gigante.

Por fim, dentro de campo, Felipão adotou a estratégia de não mostrar nenhum de seus treinos e disse evitar qualquer contato com notícias para evitar que problemas externos influenciassem seu trabalho. Antigamente, o comandante acordava com o relatório completo do que a imprensa havia publicado a seu respeito.

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