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Nem Dorival sabe explicar oscilação do São Paulo: "ficamos sem palavras"

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo (SP)

22/10/2017 20h25

O São Paulo fez grande jogo neste domingo (22) e venceu o Flamengo por 2 a 0 no Pacaembu. Após a partida, o técnico Dorival Júnior não soube explicar a oscilação da equipe tricolor, que apresentou bom futebol contra os rubro-negros depois de ser derrotado por 3 a 1 diante do Fluminense na última rodada.

"Nem a gente tem como analisar esse tipo de situação, a decepção que fica depois de uma partida como aquela, parece que nos reunimos na porta do vestiário e entramos em campo com a camisa do São Paulo. Três dias antes, fizemos uma partida muito boa, e agora voltando a jogar como uma equipe altamente qualificada. Às vezes, não tem como explicar futebol. Às vezes, ficamos sem palavras, surpresos com determinados momentos, porque ganhar ou perder do Fluminense é natural, agora não da maneira como aconteceu”, afirmou.

“Isso acaba desestruturando todo um trabalho desenvolvido. Sei que não temos grande aproveitamento fora de casa, mas nunca deixamos de jogar, ser incisivos, marcar forte. Isso não aconteceu na última partida. É natural que gere incertezas. Vamos morrer sem explicação para uma oscilação tão grande", falou o treinador.

No duelo contra o Fluminense, o time paulista praticamente não atacou, chegou a ficar perdendo por 3 a 0 e não esboçou nenhuma grande reação durante os 90 minutos. "Poderíamos ter perdido para o Fluminense, o que seria um resultado dentro de uma normalidade, mas não da forma como aconteceu. Não criamos e não marcamos, e isso faz com que todos nos questionemos. O que está acontecendo? Antes, a equipe fez uma partida taticamente brilhante contra o Atlético-PR. Saindo atrás, contra uma equipe que sabe jogar no contra-ataque. Você mesmo se questiona e não encontra uma explicação, o futebol é intrigante", declarou.

Já no jogo deste domingo, o time tricolor abriu 2 a 0 no primeiro tempo com Pratto e Hernanes, mas foi pressionado pelo adversário na etapa final. "É querer defender um resultado contra uma equipe que sabe jogar com troca de passes e infiltrações dentro da sua área. Eu estava tentando tirar a equipe de trás e jogar um pouco no campo do Flamengo, evitando triangulações que eles fazem muito bem, e a única no primeiro tempo nos causou grande perigo. Com dois minutos do segundo tempo, sofremos uma bola na trave. Pela busca do resultado, é natural que o Flamengo tenha prevalecido", explicou Dorival.

Veja outros assuntos abordados por Dorival Júnior na entrevista coletiva:

Oscilação

"O jogo contra Corinthians é modelo, contra Atlético-PR, contra o Vitória na Bahia, contra o Flamengo. Tenho uma equipe oscilante, nunca sabemos o que pode acontecer. É natural trabalharmos preocupados e atentos a todos os detalhes possíveis. A maioria das equipes está oscilando. Desde o dia em que cheguei ao São Paulo, nossa equipe tem a sexta campanha do campeonato, e, mesmo assim, oscila. Temos que continuar trabalhando, insistir, temos uma equipe que está sendo formada no meio do campeonato. Não vou voltar a falar disso, porque passamos a ser repetitivos e chatos, mas é a grande verdade. O jogo foi bom, mas nunca sabemos o que nos espera no seguinte”

Estilo de jogo

"Quero uma equipe que se aproxime desse tipo de jogo. Se hoje acontecesse um empate, você sai preenchido, porque tua equipe lutou, trabalhou, buscou, marcou uma grande equipe. Uma equipe que tem hora com cinco ou seis jogadores dentro da área para finalizar, isso é qualidade de treinamento."

São Paulo ainda não venceu duas seguidas

“Não vou nem abordar a obrigação (de duas vitórias seguidas). Os jogadores colocaram isso, é importante. Se não falaram sobre a vitória, é importante, isso faz parte de uma preparação diferente das rodadas anteriores. Computo como um resultado positivo, tentando fazer nosso melhor e buscando deslanchar no campeonato. Não vem sendo fácil."

Jogadores pendurados que não foram suspensos

"Isso prova que taticamente a equipe tem feito grandes jogos. Para ter jogadores de meio-campo pendurados que se sustentem por tantas rodadas é porque tem algo de bom. Essa aproximação está existindo, não damos muitos espaços, à exceção dessa última partida. Vejo uma equipe compacta, com linhas próximas, agredindo a marcação. Isso mostra que existe um bom posicionamento da equipe. É um fato importante, estamos atentos a tudo isso e pedimos que, se tiver de tomar cartão, que seja por necessidade e não por uma reclamação ou qualquer destempero."

Jucilei escalado como titular

"Hoje, vi o Jucilei jogando dentro do que eu o conheci há um tempo, num time do Paraná e depois no Corinthians. Isso é o Jucilei, um jogador dinâmico, de forte pegada, tomando conta do meio-campo. Isso nos fez escalá-lo novamente. Conversei muito com ele nesse período, cobrei muito a volta dessa intensidade, não estava cobrando algo que não existisse. Ele trabalhou muito forte, e o jogador é quem se escala e ocupa a posição. Que treinador seria louco de tirar o Jucilei produzindo isso? Ele foi buscar com treinamentos e não falando, e a humildade que ele teve é muito importante. Parabéns pela bela partida que ele realizou."

"A partir do momento em que ele volta a jogar nessas condições, é natural. Ele já vinha pedindo espaço há uma ou duas semanas, é questão de timing. Que tenhamos achado novamente um jogador excelente para essa posição.”

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