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Mano x Bento: o que o brasileiro mudou que vem dando certo no Cruzeiro

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

25/08/2016 06h00

Ao vencer o Figueirense, no estádio Orlando Scarpelli, Mano Menezes conseguiu um feito inédito para o Cruzeiro no Campeonato Brasileiro. Os mineiros estão invictos há quatro partidas. Mas os resultados são fruto de algumas mudanças feitas pelo treinador na Toca da Raposa II.

Desde que retornou à capital mineira, o comandante fez modificações em relação ao trabalho de Paulo Bento, demitido no fim de julho passado. E as alterações têm surtido efeito direto no rendimento da equipe. O UOL Esporte lista algumas interferências do técnico à frente do time:

Horário dos treinos

Paulo Bento comandou atividades em dias de jogos do Cruzeiro, como na segunda rodada do Brasileirão, quando enfrentou o Figueirense. Os horários dos treinos nem sempre eram os mais agradáveis para o elenco. O português programou exercícios para o início da manhã. Os atletas, em alguns casos, precisavam se apresentar às 8h na Toca da Raposa II, onde concediam entrevistas coletivas 15 minutos depois.

O técnico Paulo Bento - Washington Alves/Light Press/Cruzeiro - Washington Alves/Light Press/Cruzeiro
O técnico Paulo Bento
Imagem: Washington Alves/Light Press/Cruzeiro

Mano Menezes já modificou esta situação. As atividades matutinas se iniciam às 10h, duas horas mais tarde em relação ao que era feito pelo antecessor. Uma vez por semana, o gaúcho costuma trabalhar em período integral, como ocorreu nessa quarta-feira (24). Os outros exercícios acontecem conforme os compromissos, variando entre manhã e tarde.

Novo padrão de jogo

A forma de jogar de Mano Menezes já é diferente do antecessor. Por mais que a formação seja semelhante, com dois volantes, dois homens de criação e dois atacantes, o gaúcho deu um novo padrão à equipe. Hoje, o time mineiro atua com menos intensidade. O treinador opta por reduzir o ritmo ofensivo com o intuito de ter mais qualidade no momento de defender e desarmar os adversários:

“A partir do momento que você cria e não faz, você abre espaço para que o adversário crie as jogadas. A primeira coisa que disse para os jogadores era para criar menos, diminuir para não se expor defensivamente. O Cruzeiro passou a dar menos campo para o adversário. Eu vejo futebol dessa forma e gosto que a equipe se comporte assim”, afirmou.

Reaproximação do elenco

A principal ação de Mano Menezes é na gestão do elenco. Embora opte pela definição de 11 titulares – o que não aconteceu durante a passagem de Paulo Bento pela Toca da Raposa II –, o gaúcho soube reaproximar os jogadores. Esta, inclusive, é uma de suas virtudes, conforme revelado por Rafael Sóbis.

“Esse momento mostra companheirismo, mostra luta. Às vezes, não dá para fazer o que a gente tanto quer, mas precisa de luta e entrega. Nós estamos mais unidos. Pouco a pouco, as coisas vão acontecendo. É questão de confiança”, declarou.

Retorno de pilar defensivo

Mano Menezes fez uma alteração que melhorou o setor defensivo. Recuperado de cirurgia no joelho direito desde o início de julho, Manoel só retornou à equipe após a demissão de Paulo Bento. Um dos pilares da defesa bicampeã brasileira, o atleta permaneceu no banco de reservas com o lusitano em cinco compromissos. À época, o português preferiu dar sequência aos jovens das categorias de base em detrimento do jogador. A volta do defensor deu mais consistência ao time.

Logo que chegou a Belo Horizonte, o gaúcho explicou por que devolveu a condição de titular ao defensor: "É uma ideia que eu tenho, pois ele trabalhou bem no ano passado. Também gosto do Leo, mas temos que partir de uma base. E a base que eu escolhi foi essa", concluiu.

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