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Fase ruim da defesa faz até ídolo ser criticado pela torcida do Atlético-MG

Victor sofreu 15 gols em sete partidas do Campeonato Brasileiro 2016 - Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro
Victor sofreu 15 gols em sete partidas do Campeonato Brasileiro 2016 Imagem: Bruno Cantini/Clube Atlético Mineiro

Victor Martins

Do UOL, em Belo Horizonte

18/06/2016 06h00

Difícil fazer uma seleção de todos os tempos do Atlético-MG e não escalar Victor como o goleiro dessa equipe. Fundamental na conquista da Copa Libertadores de 2013, o camisa 1 ainda tem outras conquistas pelo clube alvinegro, como a Recopa, a Copa do Brasil e dois títulos estaduais. Além de dois vices no Campeonato Brasileiro.

Porém, a fase ruim da defesa neste começo de Brasileirão não tem poupado nem o goleiro das críticas dos torcedores. Embora não tenha falhando em nenhum dos últimos gols que levou na competição, contra Sport, Cruzeiro Atlético-MG aposta em sequência de jogos em BH para reagir no Brasileirão

“Não tem esse entendimento, qualquer jogador pode sair. Todos querem jogar e servir o time. O Victor vai continuar. Ele tem toda a credibilidade. Temos de consertar o sistema defensivo todo”, afirmou o técnico Marcelo Oliveira.

E os números da defesa do Atlético neste Campeonato Brasileiro são preocupantes. Já são 15 gols sofridos, o que faz o time mineiro ter a defesa mais vazada neste começo de competição, ao lado do Coritiba.

A média de gols sofridos com Marcelo Oliveira é de 2,1 por partida. Antes da chegada de Marcelo, a média de gols sofridos do Atlético na temporada era de 0,9 por jogo.

Considerando apenas os jogos de Libertadores e contra equipes da Série A (clássicos com América-MG e Cruzeiro no Estadual, jogos da Copa da Primeira Liga e abertura do Brasileirão), a defesa com Diego Aguirre sofreu 17 gols em 18 partidas. Também média de 0,9 gol sofrido por jogo.

Se Victor está garantido diante da Ponte Preta, Marcelo Oliveira pode mudar a equipe em relação ao jogo com o Internacional. Erazo e Cazares podem retornar da seleção equatoriana e podem ser escalados. Já outros jogadores podem ser preservados, por causa da sequência de jogos.

“Não dá para mexer tanto em todos os jogos, senão você não cria entrosamento e a engrenagem não vai funcionar. Ela já vem mexida pelas contusões e convocações. Na posição de volante eu gosto de jogar com dois volantes. É possível que a gente rode um ou outro, porque os jogadores se desgastam muito”, completou o treinador do Atlético.

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