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Acidente de Alonso não teria sido pior com proteção no cockpit, diz Button

Arte/UOL Esporte
Imagem: Arte/UOL Esporte

Do UOL, em São Paulo

21/03/2016 10h47

O fato de Fernando Alonso ter saído ileso do impressionante durante o GP da Austrália do último domingo não invalida a necessidade de aumentar a proteção para a cabeça dos pilotos. É o que defende o companheiro do espanhol, Jenson Button.

A McLaren de Alonso capotou por duas vezes e parou de ponta-cabeça depois que o espanhol atingiu a Haas de Esteban Gutierrez a mais de 300km/h. O piloto saiu rapidamente do carro, sem precisar da ajuda dos fiscais, e escapou apenas com dores no joelho e nas costas.

A dinâmica do acidente alimentou a polêmica sobre a introdução de uma proteção adicional à cabeça do piloto, que está programada para 2017.

Atualmente, o modelo preferido é o halo, espécie de arco posicionado na parte da frente do cockpit. Porém, uma das preocupações é justamente com a remoção do piloto em acidentes como o de Alonso.

“Não havia a necessidade de retirá-lo [rapidamente] naquela situação. O maior risco seria algo bater na cabeça dele do que qualquer coisa acontecendo quando o carro está de cabeça para baixo”, opinou Button. “É muito incomum que haja um problema com vazamento de combustível ou algo do tipo por como o tanque. Não vai acontecer. Por isso acho melhor ter o halo. Eles iriam virar o carro para tirá-lo de lá, então só demoraria um pouco mais.”

O halo foi testado durante a pré-temporada pela Ferrari, mas recebeu muitas críticas por limitar ainda mais a visibilidade dos pilotos. Há quem defenda ainda que a Fórmula 1 perderia uma característica importante ao deixar de ser uma categoria com cockpit aberto.

Na semana passada, a Red Bull divulgou seu projeto de proteção, que se assemelha mais a um jato. Porém, o time informou que não poderia implementar o sistema já na próxima temporada, como quer a FIA. A decisão final deve sair no final de abril.

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