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OPINIÃO

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Por que não tem surfe nas Paralimpíadas?

Seleção Brasileira de Parasurfe  - reprodução / Instagram
Seleção Brasileira de Parasurfe Imagem: reprodução / Instagram

Colunista do UOL

09/08/2021 17h51

Para muita gente, Tóquio é passado.

Em um mundo onde a inclusão é cantada em verso e prosa - até a segunda página, é bom que se diga - a festa múltipla do esporte só volta daqui três anos em Paris.

Pois é.

Os paratletas normalmente são "esquecidos".

Mesmo aqui no Brasil, onde nossos atletas dão exemplos de verdade e sempre enchem o peito de medalhas.

Na Rio-2016, foram 72 pódios, com 14 ouros. 8º lugar no geral.

Alcino 'Pirata' Neto - ISA Surfing - ISA Surfing
Alcino Neto
Imagem: ISA Surfing

E aí, fica a pergunta do título desta coluna.

Por que?

O sucesso absoluto da estreia do surfe na edição do Japão, provou que o esporte não pode mais deixar os Jogos Olímpicos.

E caberia bem demais nas Paralimpíadas!!

Mas... não vai.

E se você já está cansado de ouvir que Gabriel Medina, Adriano de Souza e Italo Ferreira são campeões mundiais.

Saiba que o Brasil também tem títulos em várias categorias do Parasurfe.

Em março de 2020 - um pouquinho antes da pandemia dominar o planeta - rolou em San Diego, na Califórnia, o campeonato mundial para parasurfistas, organizado pela International Surfing Association.

Além do 3º lugar no geral por equipes, o Brasil faturou 4 ouros, 3 pratas e um bronze individuais.

Mike Vaz, Roberto Pino, Jonathan Borba, Malu Mendes, Alcino Neto, Henrique Saraiva, Davizinho Teixeira e Elias Ricardo Diel.

Alguns dos nomes que representam muito mais do que apenas a bandeira verde e amarela.

Gente que coloca o amor pelo esporte acima de tudo e de todos.

Uma força compartilhada ao redor do mundo.

#ficaadica para o pessoal do Comitê Internacional.

Quem sabe em 2024 não vemos nossos campeões também no alto do pódio olímpico?