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Rodolfo Rodrigues

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

Brasil supera Argentina e Uruguai em medalhas olímpicas no futebol

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Rodolfo Rodrigues

Rodolfo Rodrigues é apaixonado por números e estatísticas no futebol. Foi repórter do Lance!, editor da Placar e do prêmio Bola de Prata ESPN e é autor de dez livros sobre futebol.

Colunista do UOL

07/08/2021 11h04

Foi suado, mas a seleção brasileira conseguiu conquistar o bi no torneio de futebol masculino nos Jogos Olímpicos neste sábado (7). Após empatar com a Espanha no tempo normal (1 x 1), o Brasil ganhou o ouro com um gol na prorrogação.

Com mais um ouro olímpico, a seleção brasileira tem agora sete medalhas (2 de ouro, 3 de prata e 2 de bronze), superando assim seus rivais sul-americanos: o Uruguai (2 medalhas de ouro (1924 e 1928) e a Argentina (2 medalhas de ouro (2004 e 2008) e 2 de prata (1928 e 1996)).

Medalha de prata em 1984 e 1988 (com derrotas para França e União Soviética), o Brasil voltou a conquistar uma medalha nos Jogos Olímpicos de 1996, quando venceu Portugal na disputa do terceiro lugar e levou o bronze. Em 2008, foi bronze novamente com a vitória sobre a Bélgica na disputa pelo 3º lugar. Já em 2012, ficou com a prata ao perder para o México na final.

Maiores medalhistas no futebol olímpico (1900-2020):
1º - Hungria (3 de ouro, 1 de prata, 1 de bronze) - 5 no total
2º - Grã-Bretanha (3 de ouro, 0 de prata, 0 de bronze) - 3 no total
3º - Brasil (2 de ouro, 3 de prata, 2 de bronze) - 7 no total
4º - Argentina (2 de ouro, 2 de prata, 0 de bronze) - 4 no total
5º - União Soviética (2 de ouro, 0 de prata, 3 de bronze) - 5 no total
6º - Uruguai (2 de ouro, 0 de prata, 0 de bronze) - 2 no total

Como a Grã-Bretanha (1904-1908), o Uruguai (1924-1928), a Hungria (1964-1968) e Argentina (2004-2008), o Brasil conseguiu também o bicampeonato seguido nas Olimpíadas.

Na decisão deste sábado, a seleção brasileira fez um jogo equilibrado com o bom time da Espanha. No final do primeiro tempo, teve a chance de abrir o placar após o pênalti do goleiro Simón em Matheus Cunha, aos 37 minutos. Mas Richarlison acabou perdendo a cobrança, chutando para fora, por cima do gol. Em seguida, aos 46 minutos, conseguiu abrir o placar com Matheus Cunha, que aproveitou um bom passe de Daniel Alves.

No segundo tempo, Richarlison teve uma nova grande chance de ampliar, mas acertou o travessão da Espanha aos 6 minutos. Dez minutos depois, a Espanha chegou ao empate após um bom cruzamento de Carlos Soler pela direita e uma finalização precisa de Oyarzabal. Na prorrogação, aos 2 minutos do segundo tempo, Antony acertou um grande lançamento para Malcom, que finalizou bem e fez 2 x 1 para o Brasil.

Vitória justa e título merecido para a seleção brasileira. Apesar de ter menos posse de bola que a Espanha (42% a 58%), a seleção brasilera finalizou mais durante o jogo (15 a 9) e criou mais chances reais de gol.

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