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Rodolfo Rodrigues

ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

São Paulo e Palmeiras voltam a se enfrentar numa final depois de 29 anos

Pablo e Danilo Barbosa disputam bola no clássico entre Palmeiras e São Paulo, no Allianz Parque, pelo Paulistão - Cesar Greco
Pablo e Danilo Barbosa disputam bola no clássico entre Palmeiras e São Paulo, no Allianz Parque, pelo Paulistão Imagem: Cesar Greco
Rodolfo Rodrigues

Rodolfo Rodrigues é apaixonado por números e estatísticas no futebol. Foi repórter do Lance!, editor da Placar e do prêmio Bola de Prata ESPN e é autor de dez livros sobre futebol.

Colunista do UOL

16/05/2021 22h21

São Paulo e Palmeiras garantiram vaga na final do Paulistão 2021 neste domingo (16) depois de passarem por Mirassol e Corinthians, respectivamente. Assim, irão se enfrentar numa decisão estadual depois de 29 anos — a última foi em 1992, com vitória tricolor.

Naquele ano, o São Paulo venceu o primeiro jogo da decisão por 4 x 2 (com 3 gols de Raí e outro de Cafu), no dia 5 de dezembro. Uma semana depois, o time de Telê Santana viajou ao Japão e foi campeão mundial em cima do Barcelona. Na volta, no dia 20 de dezembro, venceu outra vez o Palmeiras (2 x 1, com gols de Müller e Toninho Cerezo), e garantiu o bicampeonato estadual no Morumbi, com mais de 110 mil torcedores.

Time de melhor campanha no Paulistão, o São Paulo terá a vantagem de decidir a final em casa, no Morumbi. As datas da final serão confirmadas pela Federação Paulista ainda neste domingo.

Em toda história do Paulistão, Palmeiras e São Paulo fizeram apenas uma final direta, em 1992. Em outras cinco oportunidades os clubes decidiram o título em partidas de última rodada em campeonatos de pontos corridos. Nessas decisões, o Palmeiras levou a melhor em 1942, 1950 e 1972. Já o São Paulo saiu campeão em 1943 e em 1972.

Além do Paulistão, Palmeiras e São Paulo se enfrentaram também na partida decisiva do Brasileirão de 1973, no quadrangular final que tinha ainda Internacional e Cruzeiro. Com o 0 x 0, o alviverde garantiu o título e bicampeonato consecutivo.

Em mata-matas e partidas decisivas em torneios de pontos corridos, Palmeiras e São Paulo já se enfrentaram 21 vezes, com grande vantagem tricolor: 15 x 6. Em finais, porém, a vantagem é palmeirense (4 x 3).

Sem conquistar um título estadual desde 2005 e sem ganhar um título oficial desde 2012, o São Paulo tem a chance de encerrar o jejum em cima do Palmeiras, que luta pelo bicampeonato, conquistado pela última vez há 27 anos, em 1994.

Na história, São Paulo e Palmeiras já se enfrentaram 327 vezes, com uma pequena vantagem tricolor: 110 vitórias contra 109 do Palmeiras, além de 108 empates. No número de gols, o Palmeiras tem dois a mais (431 a 429).

Mata-matas entre São Paulo e Palmeiras na história:
1942 - Palmeiras (jogo decisivo pelo Campeonato Paulista)
1943 - São Paulo (jogo decisivo pelo Campeonato Paulista)
1950 - Palmeiras (jogo decisivo pelo Campeonato Paulista)
1971 - São Paulo (jogo decisivo pelo Campeonato Paulista
1972 - Palmeiras (jogo decisivo pelo Campeonato Paulista)
1973 - Palmeiras (jogo decisivo pelo Campeonato Brasileiro)
1977 - São Paulo (semifinal do 1º turno do Campeonato Paulista)
1978 - São Paulo (semifinal do Campeonato Paulista)
1987 - São Paulo (semifinal do Campeonato Paulista)
1992 - São Paulo (final do Campeonato Paulista)
1994 - São Paulo (oitavas de final da Libertadores)
1998 - São Paulo (semifinal do Torneio Rio-São Paulo)
1998 - São Paulo (semifinal do Campeonato Paulista)
2000 - São Paulo (quartas de final da Copa do Brasil)
2000 - Palmeiras (oitavas de final do Campeonato Brasileiro)
2002 - São Paulo (semifinal do Torneio Rio-São Paulo)
2002 - São Paulo (semifinal do Supercampeonato Paulista)
2005 - São Paulo (oitavas de final da Libertadores)
2006 - São Paulo (oitavas de final da Libertadores)
2008 - Palmeiras (semifinal do Campeonato Paulista)
2019 - São Paulo (semifinal do Campeonato Paulista)

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL