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Projeto universitário leva loja de roupa gratuita para morador de rua em MG

Segundo idealizadores, permitir a escolha dos itens é respeitar a individualidade de cada um - Arquivo pessoal
Segundo idealizadores, permitir a escolha dos itens é respeitar a individualidade de cada um Imagem: Arquivo pessoal

Ed Rodrigues

Colaboração para Ecoa, em Recife

12/10/2021 06h00

Uma loja itinerante que oferece roupas e acessórios gratuitamente para moradores de rua. Essa foi a maneira que um projeto de extensão de estudantes de medicina encontrou para ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade durante a pandemia do novo coronavírus. A Street Store já ajudou cerca de 800 pessoas desde setembro do ano passado.

A loja de rua faz parte do Projeto Amigos do Igor Lombardi Penhalver, da Uniube (Universidade de Uberaba-MG), que precisou se reinventar e atualmente reúne entre 30 e 35 voluntários.

Os estudantes organizavam uma ação anual que levava apoio a moradores de rua. No entanto, a ação severa da pandemia sobre essa população motivou a repaginada no trabalho, que assumiu o formato itinerante e vai às ruas todos os meses.

"A pandemia foi essencial para isso. No início, estávamos com muito receio de iniciar pelo medo de contaminá-los e nos contaminar. O projeto sempre foi muito ativo e o melhor sempre foram as atividades práticas, devido à impossibilidade de realizarmos começamos a levantar outras alternativas", explicou uma das coordenadoras da Street Store, Letícia Caetano.

"Quando falamos sobre esse assunto, sempre levantamos o lema 'ajudar o outro', mas as atividades ajudam muito mais os alunos do projeto. Eu não sei como explicar em palavras o quanto eu amo participar e fico contando os dias", continuou.

Street store - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Todos os sábados os estudantes de medicina se juntam para levar a loja até a população de rua de Uberaba
Imagem: Arquivo pessoal

O conceito de loja de rua, explicou Letícia, está na possibilidade de escolha. Poder pegar o que quiser, de acordo com a demanda pessoal, acrescenta a coordenadora, é um respeito à individualidade de cada pessoa.

"A gente leva roupas de diferentes tipos de modelos, acessórios e até sapatos. Também levamos alimentação, cultura e saúde. Cada praça faz atividades para conseguirmos juntar tudo e montar o evento. Como por exemplo: a cozinha faz as compras e pega as marmitas, a logística pega as caixas que montamos para levar", disse.

O grupo organiza quem tem carro para dar carona a quem não tem, arruma as roupas, organiza as caixas e no dia já está certinho o que cada carro precisa fazer e quem vai nos carros.

"Nós nos encontramos sempre no sábado de manhã na porta da Uniube para sairmos no horário de almoço das pessoas em situação de rua. Normalmente, são de oito a dez veículos."

"Eu nem sei como descrever o quanto é mágico cada experiência. Todas as vezes que realizamos eu termino me sentindo exausta, mas com um sentimento de prazer e amor enorme. Todas as vezes que eles chegam falando sobre o quanto é boa a ajuda. Cada evento é único, mágico e carregado de sentimentos. Só quem realiza essas ações sabe o quanto é gratificante e prazeroso", comentou Letícia.

Mariana Faggioni está entre os demais voluntários da Street Store. Ela conta que participar do ato solidário a transformou. "Apesar de não ter tido a vivência da ideia original da criação, estar lá me mostra que a doação mais sincera e preciosa não está na comida, nas roupas, que não deixam de ser extremamente necessários, mas no ouvir com atenção."

Mais informações sobre o Street Store estão disponíveis no Instagram do projeto. Doações em dinheiro podem ser feitas por Pix: (chave e-mail): grupo.amigosdoigor@gmail.com (Giovana Pereira) . Ou pela vaquinha virtual: Vaquinha para alimentos para população de rua