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Benê Gomes

Temperatura do motor: por que nunca devemos "completar a água" no carro

Benê Gomes

Jornalista, produtor e roteirista, atua no setor automotivo desde 2001. É idealizador e diretor do programa Auto+, exibido pela RedeTV. Também dirige e apresenta o programa Momento Vox, no ar pela Band, e é colunista da rádio Transcontinental FM de São Paulo

Colunista do UOL

19/04/2020 04h00

Quem tem carro sabe que a manutenção preventiva do motor é essencial, independentemente do modelo que tem na garagem. Entre os muitos cuidados, tem um que precisa ser bem administrado: a temperatura de trabalho. Para nada dar errado, o ponto de partida é não vacilar com a manutenção do sistema de arrefecimento e saber que agora é preciso também um bom aditivo.

Isso porque, ainda hoje, tem muita gente que não entende exatamente o que é e para que serve o aditivo de radiador, e prefere seguir só completando o reservatório com água.

O sistema de arrefecimento administra a temperatura do motor e é formado basicamente por mangueiras, bomba d'água, sensor de temperatura e o radiador, esse um item bem popular. É nele onde colocamos o líquido que vai circular pelos canais de resfriamento do bloco do motor.

Só que nos motores atuais, para o sistema de arrefecimento trabalhar com eficiência, é necessário o uso de um aditivo, produto desenvolvido para facilitar a troca de calor entre os componentes e que não deixa o líquido esquentar a ponto de ferver ou congelar (isso nos países com clima mais frio, diferente do Brasil).

Além disso, o aditivo ajuda na lubrificação e cria uma proteção contra corrosões nas galerias do bloco do motor, algo que pode acontecer por causa do contato com a água.

Por isso é importante respeitar o período de troca, que em média deve ser feita a cada um ano ou 30 mil quilômetros rodados. Sobre os tipos de aditivos, hoje dá pra dizer que existem dois: os de polímeros e os de glicol. Os de polímeros, também chamados de protetivos, são biodegradáveis, aumentam o ponto de ebulição e são anticorrosivos.

Já os de glicol, também chamados de etilenoglicol, são anticorrosivos e aumentam a temperatura de ebulição; também são anticongelantes e lubrificam melhor o sistema. Porém, alguns não são biodegradáveis.

Bem, mas para não ficar sofrendo por não ter conhecimento técnico, basta confirmar no manual do veículo qual o aditivo deve utilizar conforme as instruções do fabricante. Mas procure um profissional habilitado, que vai saber a proporção certa da mistura entre a água desmineralizada e o aditivo.

Lembre também que o sistema de arrefecimento trabalha sob alta pressão e a tampa do reservatório, por exemplo, só pode ser retirada com o motor frio para evitar risco de queimaduras. Outra dúvida que pode surgir diz respeito à cor do aditivo, mas quanto a isso, pode ficar tranquilo e escolher a que desejar, desde que o aditivo atenda as especificações projetadas para o seu carro.

Com tudo devidamente esclarecido, lembre de incluir agora em sua lista de manutenção preventiva a revisão do sistema de arrefecimento; e priorize um aditivo de qualidade, certificado pelo Inmetro. Produtos sem procedência podem trazer problemas de corrosão e até provocar a formação de borra no sistema.