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O que é subluxação, como a sofrida por Willian, do Corinthians? Como trata?

Willian recebe atendimento médico durante Corinthians x Boca Juniors pela Copa Libertadores - Ettore Chiereguini/AGIF
Willian recebe atendimento médico durante Corinthians x Boca Juniors pela Copa Libertadores Imagem: Ettore Chiereguini/AGIF

Sarah Alves Moura

Do VivaBem, em São Paulo

04/07/2022 17h48

O Corinthians retorna a campo amanhã (5), para o jogo decisivo das oitavas de final da Libertadores contra o Boca Juniors, na Argentina. Com desfalques no elenco, o técnico Vítor Pereira ainda não sabe se vai contar com Willian, que se recupera de lesão no ombro direito.

O meia se machucou nos minutos finais do jogo de ida contra o Boca, na terça-feira passada (28). O Corinthians não detalhou a lesão do jogador, mas, segundo apurou o UOL Esporte, ele sofreu uma subluxação.

"A subluxação ocorre quando o ombro quase se desloca, mas não por completo. Nela, os ossos na articulação ficam parcialmente fora de posição", descreve Luis Alfredo Gomez, presidente da SBCOC (Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo).

Com a região sensível, os atritos nas estruturas do ombro, mesmo em pequenos movimentos, podem causar muita dor. De acordo com a reportagem, o jogador do Corinthians sente bastante incômodo, inclusive para dormir.

Felizmente, no caso do jogador, o deslocamento não afetou a cartilagem nem ossos da região, por isso ele não vai precisar de cirurgia —o procedimento é necessário em casos de lesão muscular ou traumas recorrentes. Entretanto, a apuração aponta que ele deve perder mais quatro ou cinco jogos antes de se recuperar totalmente.

Reabilitação rápida ajuda

A rápida intervenção após o trauma pode ajudar na recuperação do atleta, diz Gomez. Nas redes sociais, a esposa do jogador, Vanessa Marins, publicou vídeo dele fazendo fisioterapia horas após o confronto com o Boca na semana passada.

"Quanto mais rápido se atuar para analgesia [controle da dor] decorrente da inflamação causada pelo trauma, e quanto mais cedo a fisioterapia atuar, melhor", afirma o ortopedista.

O especialista explica que o tratamento geralmente controla primeiro o processo inflamatório e que depois é preciso fortalecer o grupo muscular do ombro, formado por quatro músculos e conhecido como manguito rotador. As estruturas afetadas tendem a cicatrizar sozinhas e, quando isso acontece, é hora de liberar o paciente para as atividades de contato.

Normalmente, há um intervalo de segurança até que o atleta possa voltar a campo, de três a seis meses, diz o ortopedista. No entanto, como são profissionais de alto rendimento, com boa estrutura muscular, alguns conseguem aumentar o ritmo fisioterápico e otimizar o tempo de retorno às atividades.

Já sobre as intensas dores, naturais sete dias após a lesão, mesmo que estivesse sem elas, ainda é prudente avaliar com cautela a presença do jogador em campo. Isso porque o risco de novos traumas normais no futebol, como queda e choques físicos, podem agravar a lesão. "E quanto mais luxações, as lesões vão aumentando e acaba sendo necessária a correção por cirurgia", explica Gomez.

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