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Dicas para ajudar a cuidar do corpo, da mente e da alimentação de forma descomplicada


É sempre ruim? Quando vira doença? Psicóloga tira dúvidas sobre ansiedade

Colaboração para VivaBem

22/04/2022 11h37

Você sabia que o Brasil é o país mais ansioso do mundo? Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), 18,6 milhões de brasileiros (o equivalente a 9,3% da população) convivem com o transtorno. No primeiro episódio da terceira temporada do Conexão VivaBem, a psicóloga Eliana Leoni tira dúvidas sobre o assunto:

O que fazer para lidar e/ou diminuir a ansiedade?

Tenha um lugar sagrado, que é o lugar da paz interior. Para isso, é preciso ter autopercepção e autoconhecimento num aspecto mais amplo, macro, filosófico, mas também no sentido de identificar o que nos tira do centro, que é o lugar de calmaria do ser humano. Por exemplo: tomar café te deixa mais agitada? Quantos cafés você pode tomar no dia?

Adotar pequenos rituais no dia a dia que levam a pessoa para esse lugar de paz podem ajudar, como bilhetes: "Eu sou calma". Uma outra dica é pensar que tipo de oração ou de música o indivíduo vai ouvir quando estiver numa situação de ansiedade.

A alimentação interfere na ansiedade?

Sabe aquela frase "nós somos aquilo que nós comemos"? É verdadeira. A ciência está aí para provar que muitos alimentos, principalmente aqueles ricos em sódio, cafeína e açúcares alteram nosso sistema e metabolismo.

Segundo a psicóloga, a alteração do metabolismo interfere nas funções cognitivas e na capacidade de interpretar o mundo.

Ela afirma que a alimentação pode ser prejudicial ou uma aliada, e que há alimentos que possuem substâncias que atuam no organismo ajudando a reduzir o cortisol. "Alimentos saudáveis, como arroz integral, brócolis, couve-flor, ovos, oleaginosas, aveia, tudo isso em equilíbrio numa dieta regulada, nos auxilia a diminuir o pico de estresse, o cortisol no organismo."

Tomar remédio para ansiedade vicia?

De acordo com Eliana, se a gente usa um remédio, ele pode trazer tanto conforto para nós que acabamos nos viciando naquele conforto. Bioquimicamente falando ele pode causar uma dependência.

Por isso, ela aconselha a fazer um acompanhamento com um médico de confiança e que a pessoa se disponha a fazer o que o profissional está pedindo e não a usar a medicação como quiser.

Ansiedade é sempre ruim?

Eliana explica que, num certo grau, a ansiedade é valiosa para as empresas, por exemplo. "Se você é ansiosa, você dá conta da sua agenda, produz, busca alternativas para fazer suas entregas. Então, um tanto de ansiedade é algo que é estimulado pelo sistema produtivo."

Segundo a psicóloga, nós produzimos pessoas ansiosas, produzimos ansiedade, somos cobrados por ela, pela sociedade e pelo meio ambiente.

Quais são os principais fatores para ansiedade?

Tem o fator genético, que não temos como driblar. "Sabendo que somos filhos de pessoas que têm ansiedade, ou outros problemas como depressão, temos que nos observar e ter autoconhecimento."

Existem os fatores ambientais, em que a pessoa deve perceber o clima ambiental do trabalho, da casa, da escola, da criança.

Há um outro fator que envolve a inteligência emocional. "Quanto da minha inteligência emocional estou usando para resolver essas questões?"

O corpo "fala" quando estamos ansiosos?

Sim, o corpo é uma interface da nossa mente. "Quando não conseguimos expressar nossos sentimentos através da fala, nosso corpo dá conta de falar isso. Ou seja, a dificuldade que a gente tem de digerir situações dá um problema no estômago, o excesso de pensamentos. O corpo está falando o tempo todo", afirma a psicóloga.

Como saber quando a ansiedade vira doença?

Quando a pessoa começa a entrar em grande sofrimento e aquilo que ela vivencia passa a exigir um super esforço. O indivíduo fica muito tenso e olha o futuro como um lugar muito perigoso.

Fique ligado nos próximo episódios

Toda semana, convidados especiais e especialistas vão conversar com a Mari sobre saúde, alimentação e equilíbrio mental de um jeito leve e divertido. Fique ligado em VivaBem e em nossas redes sociais para acompanhar a programação.