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Coronavírus: cinco novos centros de pesquisa testarão vacina até sábado

Ao todo, serão 12 centros testando a vacina produzida pela Sinovac Biotech e pelo Instituto Butantan - Robson Mafra/AGIF/Estadão Conteúdo
Ao todo, serão 12 centros testando a vacina produzida pela Sinovac Biotech e pelo Instituto Butantan Imagem: Robson Mafra/AGIF/Estadão Conteúdo

Do VivaBem, em Sâo Paulo

05/08/2020 13h04

Mais cinco centros de pesquisa de vacina contra o novo coronavírus começarão a aplicar doses em voluntários nos próximos dias. A informação foi divulgada hoje pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

A vacina em testes é produzida pelo laboratório chinês Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan. Ao todo, nove mil voluntários em cinco estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná) e no Distrito Federal participarão desta terceira fase de avaliação.

Os testes acontecerão no Hospital de Clínicas da Unicamp, em Campinas (SP); na Universidade de Brasília; no Complexo Hospital de Clínicas, em Curitiba; na PUC-RS, em Porto Alegre; e na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP).

"Até sábado, 8 de agosto, mais cinco centros de pesquisa começam a aplicar a vacina em profissionais de saúde recrutados para o estudo — todos eles voluntários, exclusivamente profissionais de saúde", anunciou Doria em entrevista coletiva hoje no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo

"Chegamos assim a dez centros com pesquisa em andamento, com profissionais da saúde. Ao todo, são 12 centros selecionados para a realização da terceira e última fase de testes da vacina Coronavac em nove mil voluntários. O cronograma indica que os dois últimos centros restantes — o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, e o Instituto Evandro Chagas, no Rio de Janeiro — até o final da semana que vem estarão com os testes nos profissionais da saúde que se apresentaram para a vacina", acrescentou.

No final de julho, os testes começaram a ser realizados no Hospital Emílio Ribas, em São Paulo; no Hospital das Clínicas, em Ribeirão Preto (SP), na USCS, em São Caetano do Sul (SP), e na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais). Antes disso, o Hospital das Clínicas da capital paulista abrigou os primeiros testes.

SP não vai pedir ajuda ao governo federal

O governador paulista ainda destacou que não pretende recorrer ao governo federal em busca de verbas para o desenvolvimento da vacina. A afirmação vem no momento em que o Ministério da Saúde prepara uma medida provisória para viabilizar a produção de 100 milhões de doses da vacina produzida pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca e com a Fiocruz. A previsão é de crédito orçamentário extraordinário de R$ 1,9 bilhão.

"São Paulo não pediu nenhum recurso para o governo federal para o desenvolvimento da vacina. Estamos usando recursos do governo de São Paulo e fizemos um pleito — bem-sucedido até aqui — para o apoio do setor privado. Arrecadamos R$ 96 milhões, com o objetivo de dobrar a produção da vacina no Instituto Butantan, de 120 para 240 milhões de vacinas. A meta é chegar a R$ 130 milhões, que é o necessário para equipamentos e operacionalização, para dobrar a capacidade da vacina. Mas não utilizamos nenhum recurso de ordem federal", disse Doria.

"Não solicitamos e não temos necessidade de fazer essa solicitação. Não creio que haja uma competição entre as vacinas e nem é recomendável que isso aconteça. Da parte de São Paulo, não há. Nós torcemos pela vida, pela proteção das pessoas. Quanto mais vacinas aprovadas pudermos disponibilizar no país, melhor. São Paulo não tem a visão egoísta e não participa de corrida por vacinas", acrescentou, em tom mais crítico.

Ao todo, mais de um milhão de interessados se candidataram para as nove mil vagas para os testes da Sinovac Biotech e do Instituto Butantan.

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