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Como emagreci

Histórias inspiradoras de quem mudou a silhueta


Como emagreci

Ela passou 5 anos com medo de se pesar: "Perdi 40 kg com jejum e treino"

Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

Bárbara Therrie

Colaboração para o VivaBem

17/10/2019 04h00

Franciely Gomes, 26, ficou cinco anos sem se pesar. Quando tomou coragem para encarar a balança, veio o susto: estava com 106 kg. Os quilos a mais foram acumulados devido a uma série de acontecimentos, entre eles, ficar sem trabalhar para cuidar da filha e um quadro de depressão. Com mudanças na alimentação e a prática de atividade física, ela mudou o corpo em oito meses. A seguir, ela conta como consegui:

"Após o nascimento da minha filha Laura, eu parei de trabalhar como cabeleireira para cuidar dela e fui engordando no decorrer dos anos. O fato de passar o dia todo em casa, não conseguir dormir à noite porque ela chorava, não ter mais uma renda fixa e depender financeiramente do meu marido, o Rafael, desencadeou uma compulsão alimentar. Eu queria comer tudo o que via pela frente, principalmente doce. Se não tivesse nada pronto na geladeira, eu fazia brigadeiro, arroz doce, bolo de caneca.

Nesse período, eu e o meu marido enfrentamos uma crise no casamento, brigávamos todos os dias e quase nos separamos. Eu descontava o estresse e a ansiedade na comida. Minha alimentação era bagunçada: comia arroz, feijão, pizza, esfiha, sorvete, açaí.

Tinha medo de me pesar, mas notava que estava ficando cada vez mais gorda pelas roupas apertadas. Cheguei ao ponto de não caber em mais nada e ter de usar as roupas de gestantes que tinha

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2019/fran-2-1571260176058.vm')Quando a Laura ficou maiorzinha, voltei a trabalhar. Olhava no espelho somente para ver o cabelo de minhas clientes, não conseguia encarar a minha própria imagem, eu me machucava, me sentia um monstro. Entrei em depressão, bebia para tentar esquecer os problemas e cheguei a pensar em tirar a minha vida, mas não podia deixar a minha filha.

Em cinco anos, engordei muito, mas não fazia ideia do meu peso até que tomei coragem para encarar a balança e fiquei assustada quando vi 106 kg. As coisas começaram a mudar duas semanas depois. No dia 20 de julho de 2018, estava atendendo uma cliente e não tive tempo de cozinhar. Meu marido fez um almoço rápido, linguiça com alface e tomate. Eu sempre repetia as refeições, mas fiquei satisfeita. Ele perguntou se nós conseguiríamos ter esse tipo de alimentação diariamente. Eu respondi que poderíamos tentar.

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2019/fran-4-1571260670053.vm')Percebi que essa mudança poderia fazer bem para mim, mas não queria me cobrar ou que virasse uma obrigação. Eu já tinha feito todas as dietas possíveis para emagrecer. Dessa vez, tinha que me conscientizar que aquilo representava a minha liberdade. Queria me livrar da depressão, da obesidade e daquele corpo que tinha, eu me sentia aprisionada dentro dele.

Naquele mesmo dia, mudei meu cardápio, cortei todo tipo de carboidrato, açúcar, embutidos, refrigerante, suco em pó. Substituí por verduras, legumes e proteínas. Passei a comer uma única vez no almoço e no jantar, diminuí a quantidade e parei de ingerir líquidos junto com a refeição. Eu sentia fome, mas me segurava e tomava água. Trabalhava minha mente para fazê-la entender que eu não precisava de muita comida para ficar saciada. Em oito dias, eliminei 5,8 kg. Pensei: 'eu posso, eu consigo'.

Iniciei um jejum intermitente de 18 horas, que começa às 20h e terminava às 14h. Nesse período, só tomava água, chá e café puro. Para mim foi fácil porque já não tinha o costume de tomar café da manhã e só antecipei o jantar para as 19h30. Além disso, buscava informações na internet sobre como ter hábitos saudáveis e pesquisava as propriedades nutricionais dos alimentos. Queria emagrecer, mas sem prejudicar a minha saúde.

$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2019/fran-3-1571260943162.vm')Associada a essa mudança alimentar, comecei a fazer exercício físico em casa. Acordava às 6h todos os dias para dançar. Colocava vídeos de sertanejo, axé e funk no YouTube e imitava as coreografias. Depois, fazia polichinelos, abdominais e corria na sala. No início foi difícil, eu era sedentária, estava pesada e ficava dolorida. Mas no primeiro mês perdi 15 kg ao total. Criei uma conta no Instagram e passei a mostrar a minha rotina de treinos e alimentação. As pessoas se inspiravam na minha transformação e isso me motivava e me manter focada.

Parei de fazer atividade em casa e me matriculei na academia: passei a fazer caminhada, corrida, musculação e aula de dança de segunda à sexta. Em oito meses, eliminei 40 kg, fui dos 106 kg aos 66 kg. Do processo inicial, mantenho o jejum intermitente e atualmente tenho refeições com maior quantidade de carboidrato de duas a três vezes por semana, devido aos treinamentos intensos.

Não tenho palavras para descrever a alegria e felicidade de ter conquistado o meu objetivo. Estou com a autoestima nas alturas, me acho maravilhosa. Posso escolher o que quero vestir. Não preciso usar mais o que me cabe. Valeu a pena cada esforço.

A melhor parte de tudo isso foi ter ouvido da minha filha: 'Mãe, estou feliz que emagreceu porque agora você consegue correr e brincar comigo sem ficar cansada'

Hoje, sou a melhor versão de mim mesma.

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