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Princeton escolhe primeiro orador negro em seus 274 anos de história

Nicholas Johnson, o primeiro valedictorian negro de Princeton - Reprodução/CNN
Nicholas Johnson, o primeiro valedictorian negro de Princeton Imagem: Reprodução/CNN

De Universa, em São Paulo

11/05/2020 15h53

Pela primeira vez em 274 anos, um universitário negro vai falar pela turma de formandos da Universidade de Princeton. A prestigiada instituição de ensino norte-americano escolheu Nicholas Johnson, um estudante canadense de engenharia financeira, como o valedictorian de 2020.

O título prestigioso, pouco usual em outros países, é dado a um estudante que se destaca pelas realizações acadêmicas e pelo envolvimento na vida comunitária do campus. O valedictorian faz o discurso final dos alunos da turma de formandos do seu ano durante a cerimônia de formatura.

Falando à CNN, Johnson lamentou que as pandemia do coronavírus tenha levado a universidade a cancelar a festa presencial, organizando ao invés disso uma celebração de formatura virtual, que ocorrerá em 31 de maio.

"Eu me sinto confortado em ver como meus amigos e colegas se adaptaram a estes tempos difíceis", contou. "Eu tento manter o forte senso de comunidade de Princeton vivo virtualmente, apesar da nossa separação física".

"Receber este reconhecimento é empoderador. Ser o primeiro valedictorian negro de Princeton é especialmente significativo por causa dos laços da instituição com a escravidão. Eu espero que a minha realização inspire estudantes negros, particularmente aqueles interessados em ciência, tecnologia e engenharia", disse ele.

Em 2017, a Universidade de Princeton lançou um site reconhecendo e fazendo crônica dos seus laços com a instituição da escravidão nos EUA, incluindo presidentes e membros da diretoria que tinham escravos e incidentes de violência racial na época pré-Guerra Civil.

Após a formatura, Johnson tem muitos planos: primeiro, ele deve passar alguns meses como estagiário no D.E. Shaw Group, uma firma de investimento e desenvolvimento de tecnologia; depois, vai começar o seu PhD no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

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