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Coreia do Sul decidirá futuro de soldados transgêneros após primeiro caso

Foto de bandeira da Coreia do Sul, país do extremo-oriente asiático - Lee Jin-man/AP
Foto de bandeira da Coreia do Sul, país do extremo-oriente asiático Imagem: Lee Jin-man/AP

De Universa, em São Paulo

17/01/2020 07h53

As forças armadas sul-coreanas informaram que tomarão uma decisão sem precedentes sobre o futuro dos soldados transgêneros depois que uma oficial se submeteu a uma cirurgia de mudança de sexo.

O caso provocou uma discussão sobre o tema no país. Em uma entrevista coletiva ontem, um porta-voz do Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que não há regulamentos que descrevem o que fazer quando um soldado trans se submete a uma cirurgia de transição. Um comitê decidirá nos próximos dias se deve demitir o soldado ou permitir que ele continue servindo nas forças armadas, disse o porta-voz, segundo a rede norte-americana de TV CNN.

De acordo com as regras atuais, os coreanos transgêneros são proibidos de entrar nas forças armadas, mas não há um entendimento sobre soldados em serviço. A oficial, que não teve a identidade revelada, passou por uma cirurgia de transição no final do ano passado na Tailândia enquanto estava de licença.

"Pedimos fortemente que as forças armadas sul-coreanas não demitam essa oficial para que ela possa continuar a servir como oficial feminina", disse Kim Hyung-nam, diretor da CMHRK (Centro de Direitos Humanos Militar da Coreia).

Segundo a CNN, a Coreia do Sul tem uma das leis de recrutamento mais rigorosas de qualquer democracia do mundo. Ainda tecnicamente em guerra com a Coreia do Norte, o país obrigada todos os homens saudáveis entre 18 e 35 anos a realizar pelo menos 21 meses de serviço militar ativo. O país também não permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

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