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Mulher transgênero recebe indenização de loja após discriminação

08.ago.2011 - Imagem de arquivo da fachada de unidade da Debenhams em Londres - Leon Neal/AFP
08.ago.2011 - Imagem de arquivo da fachada de unidade da Debenhams em Londres Imagem: Leon Neal/AFP

De Universa, em São Paulo

16/01/2020 11h29

Uma mulher transgênero vai receber uma indenização de 9 mil libras, o equivalente a R$ 48 mil, de uma loja de departamentos num processo de discriminação sexual.

De acordo com o jornal The Independent, Ava Moore, de County Down, na Irlanda do Norte, contou que se candidatou a um emprego temporário como assistente de vendas na véspera de Natal de 2018 na Debenhams.

Chamada para uma entrevista e com um bom desempenho, ela não conseguiu a vaga. Ela foi formalmente avisada que não havia conseguido o emprego, mas depois recebeu um e-mail anônimo dizendo que o motivo pelo qual não foi selecionada era por ser transgênero.

A loja ficou sabendo do histórico de gênero de Moore quando precisou de sua certidão de nascimento durante o processo seletivo. Moore disse que sua confiança "foi abalada' pelo caso e que sentiu que não importava o quão fosse boa para um trabalho, já que seu gênero era o mais importante para o empregador.

"Pensei que tinha concluído uma boa entrevista que incluía a interação com os clientes na área de vendas. Este trabalho era exatamente o que eu procurava e achei que poderia ser realmente boa. No entanto, durante o curso da entrevista, senti uma mudança na atmosfera depois de fornecer minha certidão de nascimento", relatou ela, segundo o jornal.

A Debenhams não se responsabilizou pelo caso, mas concordou com o pagamento. "Somos uma empresa de oportunidades iguais comprometida em promover a igualdade e a diversidade nos negócios e em todo o setor. "As decisões sobre condições de recrutamento, treinamento, promoção e emprego são baseadas apenas na competência e desempenho pessoais", segundo comunicado ao jornal.

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