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Taylor Swift dá a melhor resposta ao ser questionada se seu filho fosse gay

Reprodução/Inez & Vinoodh/Vogue
Imagem: Reprodução/Inez & Vinoodh/Vogue

De Universa

08/08/2019 11h14

A revista "Vogue" publicou nesta quinta-feira (8) a estrela que estampará a capa da sua publicação de setembro, a mais importante do ano: Taylor Swift. À publicação, a artista norte-americana falou sobre seu apoio a comunidade LGBTQ+ e o sexismo na indústria musical.

Com o lançamento do videoclipe "You Need To Calm Down", em que foi escalado diversas personalidades para celebrar o Mês do Orgulho, a cantora falou sobre a decisão de assumir a militância, a favor do seu público e amigos - algo mantido em sigilo por ela ao longo da carreira e que a tornou alvo de críticas.

"Eu fiquei pensando muito sobre isso, eu não imaginava o que meus fãs LGBTQ estariam pensando sobre minhas atitudes. Foi um pouco devastador perceber que eu não tinha sido clara o bastante com o público sobre isso", opinou.

Reprodução/Instagram/@vogue
Imagem: Reprodução/Instagram/@vogue

Taylor relembrou uma conversa que teve com Todrick Hall, um dos seus dançarinos: "Há um ou dois anos, eu e ele estávamos no carro e ele me perguntou: 'o que você faria se o seu filho fosse gay?'. O fato de que isso tenha se tornado uma discussão me chocou e me fez perceber que eu não tinha feito meu posicionamento claro ou alto o bastante. Então respondi: 'se meu filho fosse gay, ele seria gay. Não entendi a pergunta".

Outro assunto abordado na entrevista foi o processo da cantora contra o DJ, acusado de assédio após apalpar a sua bunda durante uma foto.

"Eu deixei claro no tribunal que não deixaria, em momento nenhum, que suas atitudes me fizessem sentir culpada porque a foto não 'mostrou' isso, por eu estar de costas. Aqui estou eu, anos depois, sendo culpada por eventos que aconteceram na vida dele por suas próprias decisões, não minhas", disse ela sobre a demissão do profissional após sua vitória sob o caso.

"Quando eu era jovem, eu escutava as pessoas falando sobre o machismo na indústria musical e ficava tipo: 'eu não vejo isso, não entendo'. Até eu entender que isso não acontecia por eu ainda ser uma criança. Os homens na indústria me viam como uma criança, uma coisa fofinha (...) A partir do momento que me tornei mulher, fisicamente e psicologicamente, na percepção dos outros, eu comecei a notar esses comportamentos".

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