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Nasa vai enviar drone para a maior lua de Saturno em busca de vida

Missão denominada Dragonfly será lançada em 2026 e pousará no satélite em 2034; um drone será utilizado - FOTO AFP / NASA / DIVULGAÇÃO
Missão denominada Dragonfly será lançada em 2026 e pousará no satélite em 2034; um drone será utilizado Imagem: FOTO AFP / NASA / DIVULGAÇÃO

27/06/2019 21h52

A Nasa anunciou nesta quinta-feira (27) que planeja enviar um robô similar a um quadricóptero teleguiado para Titã, a maior lua de Saturno, em busca dos componentes básicos da vida.

A missão Dragonfly, que será lançada em 2026 e pousará no satélite em 2034, enviará um drone para voar a dezenas de lugares através desta lua gelada, que é vista pelos cientistas como um equivalente da Terra em uma época muito remota.

Trata-se do único corpo celeste além do nosso planeta onde se sabe existir na superfície rios, lagos e mares líquidos, embora estes contenham hidrocarbonetos como metano e etano ao invés de água.

"Visitar este misterioso mundo oceânico poderia revolucionar o que sabemos sobre a vida no universo", disse o administrador da Nasa, Jim Bridenstine.

"Esta missão de vanguarda teria sido impensável há alguns anos, mas agora estamos prontos para o incrível voo da Dragonfly", acrescentou.

A Nasa disse que o veículo terá oito rotores e voará como um grande avião não tripulado.

"Durante sua missão base de 2,7 anos, Dragonfly explorará diversos entornos, de dunas orgânicas até o solo de uma cratera de impacto onde a água líquida e materiais orgânicos complexos-chave para a vida alguma vez estiveram juntos durante, possivelmente, dezenas de milhares de anos", disse a Nasa em uma declaração.

"Seus instrumentos estudarão até onde pode ter avançado a química pré-biótica. Também vão investigar as propriedades atmosféricas e da superfície da lua e suas reservas subterrâneas de oceanos e líquidos".

Titã é a maior lua de Saturno e a segunda do sistema solar - Nasa
Titã é a maior lua de Saturno e a segunda do sistema solar
Imagem: Nasa

"Além disso, os instrumentos vão buscar evidências químicas de vidas passadas ou existentes".

A nave pousará primeiro na duna equatorial "Shangri-La", explorando a região em viagens curtas antes de acumular voos de 8 km.

Vai parar em áreas importantes para coletar amostras antes de chegar finalmente na cratera de impacto Selk, onde há evidências de água líquida anterior, materiais orgânicos e energia.

A expectativa é que a aeronave voe mais de 175 km.

A atmosfera de Titã é composta principalmente de nitrogênio, assim como a da Terra, mas é quatro vezes mais densa. Suas nuvens e chuvas são de metano.

A segunda maior lua do Sistema Solar tem uma espessa camada de gelo, debaixo da qual se encontra um oceano composto principalmente de água.

Este oceano subterrâneo poderia abrigar a vida tal como a conhecemos, enquanto os lagos e mares de hidrocarbonetos na superfície poderiam conter formas de vida que dependem de diferentes compostos químicos ou carecer de vida.

Titã está a 1,4 bilhão de quilômetros do sol, com temperaturas superficiais de -179 graus Celsius e uma pressão superficial aproximadamente 50% mais alta que a da Terra.

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